O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta terça-feira, 13, em baixa de 0,72%, rondando os 161,9 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou praticamente estável, cotado a 5,37 reais.
No exterior, o destaque foi a divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos Estados Unidos, que avançou 0,3% em dezembro na comparação com o mês anterior. Com isso, o ano de 2025 fechou com uma inflação anualizada de 2,7%, superando a meta de 2% estipulada pelo Fed, banco central americano. Os resultados vieram em linha com o esperado por economistas, o que contribuiu para que o dólar fosse negociado próximo às mínimas do dia, acompanhando o movimento de alívio em relação à política monetária do país.
Na contramão da leitura positiva dos dados de inflação, o escalonamento das manifestações anti-regime no Irã ampliaram o movimento de aversão ao risco dos investidores. O presidente dos EUA, Donald Trump, informou na véspera que vai impor uma tarifa de 25% sobre todas as importações americanas vindas de países que comercializam com o Irã. Não houve um anúncio oficial da Casa Branca, mas a ameaça foi suficiente para elevar as incertezas e os preços do petróleo. O barril de petróleo brent encerrou o dia com avanço de 2,35%, cotado a 65,4 dólares. Em resposta, as ações da Petrobras (PETR4) tiveram alta de 2,57%.
As bolsas americanas caíram também pela inédita pressão política exercida por Trump sobre o Fed, o que coloca em xeque a independência da autoridade monetária. “A investida política de Trump contra Jerome Powell tende a elevar a percepção de risco institucional nos EUA no curto prazo, enfraquecendo o dólar globalmente e aumentando a volatilidade nos mercados”, afirma Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos. Segundo o especialista, o cenário próximo mais provável é de dólar volátil frente ao real, com viés mais neutro à frente, condicionado à evolução dos dados macroeconômicos e do ambiente global.
No cenário doméstico, o IBGE divulgou os números relacionados ao setor de serviços, o “termômetro” do PIB. Em novembro, o volume de serviços mostrou variação negativa de 0,1% ante ao mês anterior, quebrando a sequência de nove resultados mensais positivos. No entanto, ficou 20% acima do nível pré-pandemia, o que ainda mantém o maior setor do PIB brasileiro em patamar elevado.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho negativo, acompanhando a queda do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas, com baixa de 3,06%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 1,38%. O Bradesco (BBDC4) caiu 1,14%, enquanto o Itaú (ITUB4) teve desvalorização de 0,81%.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado: