O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta terça-feira, 6, em alta de 1,11%, rondando os 163,6 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou em baixa, cotado a 5,52 reais.
Apesar das tensões geopolíticas que dominam o noticiário, a ameaça americana contra a Venezuela e as oscilações no preço do petróleo, a bolsa de valores avança hoje de olho na taxa de juros, segundo analistas. “O país está chegando cada vez mais perto de um potencial corte de juros. Quanto mais perto de março e abril, mais vamos ver essas altas acontecendo no índice”, afirma Patrick Buss, operador de renda variável da Manchester Investimentos.
Hoje, a movimentação também é impulsionada por um pano de fundo externo favorável a ativos de risco, ainda em um ambiente de liquidez reduzida. Nesse cenário, a Vale (VALE3) teve forte alta de 3,76%, acompanhando a valorização do minério de ferro, que voltou a ganhar tração no mercado internacional e deu suporte relevante ao desempenho do índice.
Já em relação ao conflito entre Estados Unidos e Venezuela, os impactos ainda são grandes para o mercado de petróleo. O barril de petróleo brent encerrou o dia com recuo de aproximadamente 2%, cotado a 60,5 dólares. As ações da Petrobras (PETR4), ainda em clima de pessimismo, encerraram em queda de 1,85%.
Entre as ações de maior peso no índice, os bancos operaram com desempenho majoritariamente positivo, acompanhando a alta do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos, com alta de 1,10%, seguido pelo Itaú (ITUB4), que avançou 1,60%. O Bradesco (BBDC4) subiu 0,58%%, enquanto o Santander (SANB11) teve leve desvalorização de 0,06%.
O dia ainda contou com a divulgação da balança comercial de 2025, que registrou o maior número de exportações da série histórica. O crescimento foi de 3,5% no ano, somando 348,7 bilhões de dólares. O resultado dribla o tarifaço imposto pelos Estados Unidos — que acabou sendo aliviado mais tarde — e outros desafios externos.
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