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Ibovespa abre em alta enquanto crise na Venezuela eleva cautela global

O Ibovespa iniciou a sessão desta segunda-feira (05) em terreno positivo, orbitando a faixa dos 160.822 pontos, em um pregão marcado pela combinação de fatores domésticos e externos. No cenário internacional, investidores monitoram os desdobramentos da ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, movimento que reacendeu preocupações geopolíticas e adicionou volatilidade aos mercados globais. Ao mesmo tempo, a atenção se volta para uma bateria de dados da economia norte-americana que pode influenciar as apostas sobre a política monetária do Federal Reserve.

No Brasil, o destaque do dia ficou por conta da divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O relatório trouxe novo recuo nas expectativas para a inflação de 2025, com a mediana do IPCA passando de 4,32% para 4,31%, na oitava redução consecutiva. Com isso, a projeção segue abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Já para 2026, houve uma leve revisão para cima, de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de seis semanas de cortes nas estimativas.

No desempenho setorial, as ações ligadas ao petróleo operavam entre as maiores quedas do índice, refletindo a combinação entre incertezas geopolíticas e oscilações nos preços da commodity. A Brava Energia (BRAV3) liderava as perdas, com recuo de 2,10%, seguida por Prio (PRIO3), que caía 0,91%, e PetroRecôncavo (RECV3), com baixa mais moderada de 0,09%. Já entre os grandes bancos, o tom era misto: Bradesco (BBDC4) avançava 0,53%, Santander (SANB11) subia 0,32% e Itaú (ITUB4) ganhava 0,20%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) recuava 0,14%.

Cenário internacional

No campo geopolítico, o fim de semana foi marcado por declarações contundentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após a operação na Venezuela, Trump afirmou que o país passará por um período de controle temporário norte-americano e sinalizou que novas ações podem ocorrer caso Caracas não colabore com a abertura do setor petrolífero e o combate ao narcotráfico. O presidente americano também mencionou a possibilidade de medidas militares envolvendo Colômbia e México, elevando o nível de alerta nos mercados.

Os preços do petróleo operavam com volatilidade, equilibrando a decisão da Opep+ de manter os níveis de produção com o risco de interrupções no fornecimento decorrentes da crise venezuelana. Em paralelo, investidores aguardam a divulgação de importantes indicadores dos Estados Unidos ao longo da semana, como o índice ISM da indústria, divulgado nesta segunda-feira, e o relatório de emprego (payroll), previsto para sexta-feira, dados considerados decisivos para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.

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Para Bruno Yamashita, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, o cenário atual favoreceu a busca por ativos de proteção. “Com uma agenda bastante carregada e o aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos, o ouro se destaca, registrando alta de cerca de 2% no dia, enquanto outras classes de ativos apresentam movimentos mais contidos. O petróleo também opera em alta, entre 0,7% e 0,8%”, afirma.

Por volta das 11h, o dólar operava em 5,44 reais, enquanto, em Wall Street, os futuros do Dow Jones recuavam 0,01%, o Nasdaq Futuro avançava 0,38% e o S&P 500 Futuro subia 0,68%.

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