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Em coletiva na Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt disse que Washington mantém uma “correspondência direta” com as autoridades venezuelanas e que as decisões em Caracas “continuarão a ser ditadas” pelos Estados Unidos até que uma transição segura seja consolidada.
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Leavitt descartou ainda qualquer previsão imediata de eleições, reforçando a avaliação de que a prioridade da administração Trump no momento é estabilizar o país e reorganizar sua economia antes de abrir caminho a uma solução institucional negociada. Segundo ela, falar em calendário eleitoral ainda é “muito prematuro”.
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As declarações foram feitas após o secretário de Estado, Marco Rubio, detalhar um plano estratégico em três fases para a Venezuela. A proposta prevê inicialmente medidas para conter o caos e estabilizar o país, seguida por um processo de recuperação econômica e, por fim, uma transição política. “O primeiro passo é evitar que a Venezuela desemboque em caos”, disse Rubio, defendendo ações de contenção e controle sobre ativos estratégicos, incluindo o setor petrolífero.
Parte desse esforço inclui negociações com o governo interino e com executivos da indústria petrolífera, com a perspectiva de suspensão seletiva de sanções e possível retorno de empresas americanas ao setor energético venezuelano, que historicamente é a principal fonte de receitas do país. Uma reunião com representantes do setor está prevista para sexta-feira, 9.
Com a saída forçada de Nicolás Maduro do comando do país — resultado de uma operação militar dos Estados Unidos na madrugada de sábado, 3, que o levou sob custódia em solo americano sob acusações de narcotráfico e delitos relacionados — a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina pela Suprema Corte e pelo apoio das Forças Armadas venezuelanas, assumindo o núcleo do poder em Caracas apesar de resistências internas e externas.
A líder oposicionista María Corina Machado, vencedora das prévias de sua coalizão em 2024 e reconhecida com o Nobel da Paz no ano passado, tem pressionado para que seu aliado Edmundo González, que, segundo aliados, teria vencido o pleito passado em condições que a oposição considera fraudadas, lidere uma transição democrática, enquanto traça planos para retornar ao país e articular o bloco oposicionista diante da nova configuração de poder.
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