O governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência Social, registrou em julho um déficit primário de 59,124 bilhões, um rombo pior do que o registrado em junho, que foi de 44,296 bilhões de reais.
O resultado foi é o segundo maior déficit para o mês de julho na série histórica. Segundo o relatório divulgado pelo Tesouro, enquanto a líquida cresceu 3,9% e atingiu os 201,1 bilhões em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, as despesas totais tiveram aumento de 28,3% e chegaram a 260,1 bilhões de reais.
O pagamento de 60,5 bilhões de reais em precatórios, um fator extraordinário, puxou o resultado, segundo informou o secretário do Tesouro Rogério Ceron.
Nos últimos 12 meses, o rombo é de 34,1 bilhões de reais em julho, o que equivale a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no acumulado do ano, o déficit é de 70,2 bilhões.