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Galípolo expressa ‘solidariedade total’ a chefe do Fed na mira do governo Trump

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, expressou em uma carta nesta terça-feira, 13, “solidariedade total” a Jerome Powell, chefe do Federal Reserve Bank (Fed) dos Estados Unidos, que tornou-se alvo de uma investigação do Departamento de Justiça de Donald Trump por suposto perjúrio durante depoimento que prestou ao Senado sobre reformas nos prédios do banco central americano. Em comunicado, Powell disse que a notificação faz parte de uma campanha de assédio do governo Trump para influenciar as taxas de juros.

Galípolo assinou a carta junto a dez outros líderes de bancos centrais ao redor do mundo, incluindo Andrew Bailey, do Banco da Inglaterra, e Christine Lagarde, do Banco Central Europeu. No texto, eles destacaram a importância de haver independência na definição das taxas de juros.

“A independência dos bancos centrais é um pilar fundamental da estabilidade de preços, financeira e econômica, no interesse dos cidadãos que servimos. Portanto, é crucial preservar essa independência, com pleno respeito ao Estado de Direito e à responsabilidade democrática”, diz o comunicado.

As onze autoridades também atestaram a “integridade” e o “compromisso inabalável com o interesse público” de Powell, chamando-o de “colega respeitado e altamente estimado por todos que trabalharam com ele”.

Powell também recebeu o apoio de três ex-presidentes do Fed: Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan. Diversos outros ex-funcionários de destaque declararam publicamente seu apoio a ele e à independência do banco.

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+ Entenda as acusações do governo Trump contra Powell

Embate com Trump

Trump lançou críticas repetidas contra Powell, a quem ele próprio nomeou em 2018, durante seu primeiro mandato, por não ter reduzido as taxas de juros com rapidez suficiente ao longo do ano passado. O presidente americano, além disso, chamou o chefe do Fed de “um grande perdedor” e “imbecil”. Mas o conflito entre os dois tomou contornos dramáticos no início desta semana, quando Powell divulgou uma declaração em vídeo com termos contundentes, afirmando que estava sendo processado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

“A questão é se o Fed será capaz de continuar definindo as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política e intimidação”, disparou ele.

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O mandato de Powell acaba em maio. Espera-se que Trump nomeie seu sucessor nas próximas semanas.

Veja todos os signatários da carta:

  • Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu
  • Erik Thedéen, presidente do Sveriges Riksbank (Banco Central da Suécia)
  • Christian Kettel Thomsen, presidente do Danmarks Nationalbank (Banco Nacional da Dinamarca)
  • Martin Schlegel, presidente do Banco Nacional Suíço
  • Michele Bullock, presidente do Reserve Bank of Australia (Banco da Reserva da Austrália)
  • Tiff Macklem, presidente do Banco do Canadá
  • Chang Yong Rhee, presidente do Banco da Coreia
  • Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil
  • François Villeroy de Galhau, presidente do Banco de Compensações Internacionais
  • Pablo Hernández de Cos, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais
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