O fundo Hans 95, administrado pela Reag, viu o valor de sua cota subir de 1 000 reais no dia 3 de janeiro de 2019 para 1,4 bilhão de reais no dia 9 de abril de 2025, mostram dados consultados por VEJA na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, 20. A discrepância representa uma valorização de mais de 139,9 milhões por cento (139.999.900%) em seis anos.
A maior valorização anual do fundo foi em 2019, quando o valor da cota foi de 1 000 reais para 70,7 milhões de reais. Trata-se de um salto de 7 milhões por cento (7.073.900%) em 12 meses. As demonstrações financeiras do fundo disponíveis na CVM mostram o balanço somente até o dia 31 de dezembro de 2021. De acordo com os dados, o fundo possuía um patrimônio líquido de 3 bilhões de reais. Cerca de 86,9% do dinheiro estava alocado em fundos multimercados.
No entanto, a rentabilidade média dos fundos multimercados está muito abaixo do ganho obtido pelo Hans 95 aportando nesse segmento. Segundo dados do Índice de Hedge Funds (IHFA) da Anbima, o segmento teve alta de 494% entre julho de 2009 e janeiro de 2026.
O fundo Hans 95 está na lista da Operação Carbono Oculto, que investiga fraudes financeiras envolvendo os esquemas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa do Estado de São Paulo. Além disso, dados da Elos Ayta Consultoria enviados para a VEJA nesta terça-feira, 20, mostram que o fundo possuía 123 milhões de reais em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master em 2024.
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