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Freiras da Cannabis desembarcam no Brasil

Elas viraram figuras pops de destaque internacional. Surgem sempre com vestes de irmãs católicas, mas não pertencem a nenhuma ordem religiosa. As Freiras da Cannabis (Sisters of the Valley) seguem moldes espirituais, inspirados em tradições monástica, organizados por elas mesmas, para chamar a atenção e promover a segurança financeira de um grupo de mulheres que decidiram, há dez anos, sobreviver com o plantio de maconha. Lideradas por Sister Kate, que começou o cultivo  em Merced, pequena cidade no Vale Central, da Califórnia,  transformaram-se em referência no movimento da Cannabis medicinal e do ativismo pela legalização da maconha. Apesar da estrutura enxuta, expandiram as vendas com parcerias regionais estratégicas. A mais recente, foi anunciada esta semana, com ONG brasileira Pangeia, composta de pessoas pretas, indígenas e periféricas, que vai comercializar as pomadas e óleos medicinais de CBD (Canabidiol, substância terapêutica extraída das flores da planta) produzidas pelas Freiras da Cannabis.

Pela segunda vez este ano, desembarcaram no país para prospectar novos negócios. Em abril participaram de workshops. No final deste mês, deram palestra na Expo Cannabis Grow, feira que contou com 130 marcas expositoras e um público de 17 mil pessoas, em São Pulo. “Já exportamos nosso CBD para praticamente todos os países do mundo”, disse a mexicana Sister Camila, uma das integrantes do grupo, especialista em negócios.  Apesar da penetração no mercado internacional e o bom marketing, o grupo tem batalhas constantes contra as regulamentações americanas –isso mesmo, contra porque elas surgiram antes das leis  de comércio da maconha, mas as constantes mudanças geram burocracias legais onerosas que dificultam pequenos negócios. E leas decidiram estar sempre no contra-fluxo das medidas. Daí a missão de se expandiram mundo afora.

No próximo domingo, 31, as Freiras da Cannabis administram um curso em Campinas, interior de São Paulo, que poderá ser assistido presencialmente ou à distância pela internet, das 13h às 16h20. No final, os alunos recebem um certificado, que poderá ser anexado ao pedido de Habeas Corpus, para comprovar na Justiça conhecimento técnico para uso próprio e seguro. Mais informações para inscrições e preços, acesse aqui.

Leia:

+https://veja.abril.com.br/agenda-verde/especialista-ensina-tecnica-de-plantio-de-maconha-em-feira-de-sp/

+https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/governo-avanca-na-regulacao-do-mercado-de-maconha-medicinal/

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