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Fintechs e PCC: deputados pedem investigação de Nikolas por vídeo do Pix

Depois de o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmar que a circulação de fake news impediu que o governo ampliasse já no início deste ano a fiscalização das fintechs, que se tornaram um dos principais braços de atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), integrantes da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva aproveitaram a situação para pedir investigação contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que no início do ano gravou vídeo dizendo que o popular meio de transferência bancária seria taxado.

O vídeo atingiu centenas de milhões de visualizações, foi compartilhado intensamente nas redes sociais e obrigou o governo abre a revogar a instrução normativa que ampliava a fiscalização das fintechs. Agora, embalada pelas operações de ontem contra fintechs suspeitas de atuarem para o PCC, a Receita Federal reeditou a instrução normativa que havia revogado.

O movimento deu gás para a oposição direcionar a sua artilharia contra Nikolas, que virou trends nas redes sociais, relacionadas a uma suposta ajuda que a sua atuação teria dado ao PCC. Os pedidos de apuração contra o deputado foram enviados para Ministério da Justiça, Ministério Público Federal (MPF) e pode virar até Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados. A deputada Duda Salabert (PDT-MG) enviou o caso ao MPF e MJ. “Seu vídeo sobre o suposto ‘imposto do Pix’ não foi apenas fake news: derrubou norma da Receita e favoreceu organizações criminosas como o PCC. É preciso investigar as verdadeiras razões que levaram a mobilização da extrema direita e se há lobby do PCC por trás dessa ação”, disse a parlamentar. 

Barreirinhas disse que o vídeo sobre o Pix culminou com o maior ataque contra a Receita Federal da história. “Publicamos essa instrução em setembro do ano passado, para valer a partir de janeiro. O que aconteceu em janeiro todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história dela, de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento”, afirmou, durante entrevista coletiva com outros membros da Operação Carbono Oculto, que realizou várias ações de busca e apreensão contra fintechs nesta quinta-feira, 28, em São Paulo.

Caso pode virar CPI 

Já o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que “está ficando cada vez mais claro de que lado estão Nikolas e os bolsonaristas: do lado das fintechs e do crime organizado. A fake news do Pix não só enganou o povo, ela blindou organizações criminosas que movimentaram bilhões sem fiscalização”, disse em um primeiro momento. Posteriormente, o petista afirmou que começou a coletar assinaturas para instalação da “CPI das Fintechs”.  

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Outro nome importante da esquerda, o deputado  Guilherme Boulos (PSOL-SP) também acusou Nikolas, durante debate na CNN Brasil, de ter atrapalhado o combate ao crime organizado com o seu vídeo. A discussão caminhou para a troca de insultos — um chamou o outro de “burro”.

Também de Minas Gerais, o petista Rogério Correa, deputado federal, pediu abertura de inquérito contra Nikolas. “Nossa representação pede que a Procuradora-Geral da República investigue quatro crimes: divulgação de informação falsa sobre instituições financeiras;  favorecimento indireto à lavagem de dinheiro; obstrução de investigações contra organizações criminosas; possível associação ao tráfico de drogas”, citou o parlamentar.

O deputado Reimont (PT-RJ) também enviou pedido de apuração para PGR.  

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