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EUA revogam vistos de autoridades palestinas às vésperas da Assembleia Geral da ONU

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 29, que a revogação de vistos de membros da Autoridade Palestina (AP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em uma medida que pode restringir significativamente a presença de representantes palestinos na Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro em Nova York.

Segundo o Departamento de Estado, a missão palestina junto às Nações Unidas receberá isenções previstas pelo acordo feito quando Nova York foi escolhida como sede da ONU, mas as restrições podem afetar diretamente a participação de líderes do alto escalão, incluindo o presidente Mahmoud Abbas. Impedir sua entrada nos Estados Unidos seria considerado um gesto altamente controverso, dado que a ONU reconhece a Palestina como Estado observador não membro.

O anúncio ocorre em meio à intensificação da guerra em Gaza e ao movimento de países, como França e Reino Unido, que se preparam para reconhecer formalmente um Estado palestino. Para o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott, a medida é necessária. “Antes de serem levados a sério como parceiros de paz, a AP e a OLP precisam rejeitar completamente o terrorismo e parar de buscar o reconhecimento unilateral de um estado hipotético”, escreveu Pigott no X (antigo Twitter).

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, declarou que sua delegação ainda avalia “como a medida se aplicará” e prometeu responder de acordo. Em comunicado, a presidência palestina manifestou “profundo pesar e espanto” diante da decisão americana e pediu que Washington “reconsidere e reverta” a determinação.

Em julho, os EUA já haviam imposto sanções migratórias contra autoridades palestinas não identificadas, e a nova política reforça o cerco a líderes da AP e da OLP, acusados por Washington de apoiar iniciativas internacionais contrárias a Israel.

Na avaliação do governo americano, a Autoridade Palestina deve interromper suas ações em cortes internacionais, como o Tribunal Penal Internacional (TPI) e a Corte Internacional de Justiça (CIJ), além de abandonar esforços para obter reconhecimento unilateral.

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