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‘Estava meio parado’: as novas frentes de expansão no Mercosul após o acordo com UE

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Mercosul deve avançar em novas frentes de negociação comercial após a assinatura do acordo com a União Europeia, prevista para este sábado.

“O Mercosul estava meio parado. O último acordo tinha sido em 2011, com a Palestina”, disse nesta quinta-feira, 15,  em entrevista ao Bom Dia Ministro, onde detalhou as vantagens do acordo Mercosul UE.

Segundo Alckmin, a retomada das tratativas por meio do bloco começou em 2023, com a assinatura do acordo Mercosul–Singapura. Em 2024, foi concluído o acordo com a EFTA, formada por Suíça, Noruega, Liechtenstein e Islândia. “São os quatro países de maior renda per capita do mundo”, afirmou.

Segundo o ministro, o bloco sul-americano já tem um acordo em negociação avançada com os Emirados Árabes Unidos e mantém tratativas com outros parceiros estratégicos, como Canadá, Índia e México.

No caso da Índia, Alckmin explicou que a discussão não envolve, por ora, um acordo de livre comércio, mas a ampliação de preferências tarifárias. “Hoje são muito poucas as linhas de preferência tarifária”, afirmou. O objetivo, segundo ele, é ampliar o acesso a um mercado de grande escala, com mais de 1,4 bilhão de consumidores.

O ministro destacou que a retomada da agenda comercial marca uma mudança de postura do Mercosul, que passou mais de uma década sem fechar novos acordos relevantes. A estratégia, de acordo com o governo, é diversificar parceiros, ampliar mercados para exportações e reforçar a inserção do bloco no comércio internacional.

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