O período entre o Natal e o Ano Novo é tempo de viajar. Encarar as estradas lotadas para ver a família, ir para a praia ou o interior, curtir um fundamental período de descanso. E durante 20 dias testamos o Commander, SUV de sete lugares que representa o topo de gama entre as versões nacionais produzidas pela Jeep no país.
Trata-se da versão mais básica do Commander, a Longitude, já com as mudanças estéticas que marcam o Ano-Modelo 2026. Mantém os sete lugares, mas perde alguns itens de série para baratear o custo. Atualmente, é vendido a R$ 224.290 em São Paulo e é um dos carros para sete ocupantes com melhor custo. Abaixo dele, apenas a Spin, da Chevrolet, e o Aircross, da Citroën, ambos com preços a partir de R$ 119.990. Mas tratam-se de modelos mais simples, tanto em projeto quanto em tecnologias, acabamento e espaço interno. Acima dele há diversas outras opções, como a SW4, da Toyota, e o Volvo EX90, mas são carros muito mais caros.
Antes de encarar a viagem, rodamos com o Commander na cidade para todo tipo de compromisso tradicional de dezembro: encontros, compras para a ceia e visitas aos shoppings. No ambiente urbano, o motor 1.3 Turbo Flex de 176 cavalos é eficiente e econômico. Obtivemos médias de quase 8 quilômetros na cidade (com etanol). Não empolga e é um pouco lento para sair da inércia. Afinal, o SUV tem 1.668 kg. Embora comprido (são 4,77 metros de comprimento), ele não é tão largo ou tão alto, então encontrar uma vaga em estacionamento não é uma tarefa tão complicada. Parar na rua, no entanto, exige um pouco mais de sorte.

A vida a bordo é confortável. O acabamento, como em outros modelos da Jeep, é bem feito e tem várias superfícies macias ao toque, embora também tenha bastante plástico e seja mais simples que as versões mais caras do SUV. Enquanto as versões topo de linha ganharam seletor de marchas giratório, esta versão mantém a alavanca. O conjunto é competente e bonito, sem exageros. Há bastante espaço para objetos na primeira fileira, e quem viaja nas duas fileiras de trás tem porta-copos e saídas USB, no caso da segunda fila, até saídas de ar próprias. A cabine também é bastante silenciosa.
Com todas as obrigações cumpridas, chegou a hora de carregar o carro antes de pegar a estrada. Essa versão mais básica é ideal para quem precisa de espaço, seja por conta dos sete lugares, seja por conta do porta-malas enorme com a terceira fila rebatida. Não dá para ter tudo junto. Com sete lugares, é possível colocar apenas 227 litros. Dá para algumas mochilas ou malas pequenas. Baixando a terceira fila, a capacidade aumenta para 661 litros. Sobra espaço para levar todo tipo de coisa para a praia, de malas extras que ficariam em São Paulo em condições normais a ventiladores extras. Se for preciso encher o carro com a família, é preciso atenção. A capacidade de carga total do Commander é de 540 kg, contando pessoas e bagagens.

Nas rodovias, o motor 1.3 Turbo mostra sua limitação. Ele tem bom desempenho ao rodar normal, mas é preciso ficar atento nas ultrapassagens. Rodando de forma tranquila, dentro dos limites da via, obtivemos médias de 11 km por litro, sempre com etanol – razoável para o tamanho do carro. Para quem quer empolgação ao guiar e busca performance, é preciso recorrer às versões bem mais caras do modelo, especialmente a versão topo de linha, equipada com o motor Hurricane 2.0 Turbo a gasolina.
A versão de entrada do Commander tem uma proposta clara. Ele oferece bom espaço interno, especialmente para quem tem famílias maiores e precisa dos sete lugares, com acabamento refinado. É mais refinado que outros carros de sete lugares, mas perde alguns itens importantes nessa faixa de preço, como o monitoramento de ponto cego (ainda mais considerando o tamanho do SUV) e o sétimo air bag (este tem apenas seis). Também não tem luxos extras, como teto solar.