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Em meio a tensões com Trump, premiê do Canadá anuncia ‘parceria estratégica’ com China

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, participou de uma reunião nesta sexta-feira, 16, com o presidente da China, Xi Jinping, que pode redefinir as relações entre os dois países após quase uma década de laços deteriorados. O encontro ocorre em meio ao crescente atrito de Ottawa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já ameaçou anexar o vizinho e aplicou tarifas de 35% sobre produtos canadenses.

Trata-se da primeira visita de um premiê do Canadá desde 2017, quando o país prendeu uma executiva da gigante chinesa de telecomunicações Huawei a pedido dos EUA, causando um mal-estar diplomático com Pequim — que, pouco depois, prendeu dois cidadãos canadenses sob acusações de espionagem. A China negou que se tratava de uma retaliação. Eles retornaram ao país natal apenas em 2021.

No Grande Salão do Povo, em Pequim, Carney elogiou a nova “parceria estratégica” com a China, que abre caminho para a redução das tarifas canadenses sobre veículos elétricos chineses e das taxas de barreira chinesas sobre sementes de canola canadenses ainda este ano. A visita sinaliza o desejo do primeiro-ministro de estreitar as trocas econômicas com a China, seu segundo maior parceiro comercial.

“Juntos, podemos aproveitar o melhor que essa relação representou no passado para criar uma nova, adaptada às novas realidades globais”, disse Carney em discurso, acrescentando que os dois países focariam em setores com possíveis “ganhos históricos”, como agricultura, e que a parceria “ajudaria a melhorar” o sistema multilateral, que “nos últimos anos tem sofrido grande pressão”, em referência indireta a Trump.

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O que muda com novo acordo?

Em declaração conjunta divulgada após a reunião, ambos os países afirmaram que “acolheram com satisfação os progressos alcançados na resolução de questões comerciais por meio de consultas”, mostrou uma cópia enviada à agência de notícias estatal chinesa Xinhua. Em comunicado separado, o Canadá anunciou que permitirá a entrada de até 49.000 veículos elétricos (VE) chineses, com uma tarifa de nação mais favorecida de 6,1%.

Até então, uma tarifa geral de 100% era aplicada sobre os veículos, imposta pelo Canadá e os EUA em 2024. O novo acordo, segundo Ottawa, “impulsionará consideráveis ​​novos investimentos chineses em joint ventures” na indústria automobilística canadense. Em contrapartida, o governo de Carney espera que a China reduza suas tarifas sobre sementes de canola canadenses para cerca de 15% até 1º de março – uma queda de 70 pontos percentuais. Outros produtos, como lagostas e ervilhas, também terão taxas reduzidas a partir desta data.

 

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