A receita do Brasil com exportações de carne bovina teve um crescimento de 20,9% em 2025 ante 2024, movimentando 3,50 milhões de toneladas e 18,03 bilhões de dólares. Trata-se do maior valor já registrado na série histórica, de acordo com os dados compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira, 8.
A China manteve-se como o principal destino das exportações do produto no ano, respondendo por 48% do volume total, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram 8,90 bilhões de dólares. Apesar do tarifaço americano, os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 271,8 mil toneladas e 1,64 bilhão de dólares. Na sequência, vêm o Chile, com 136,3 mil toneladas e 754,5 milhões de dólares.
Após taxar as importações do mundo todo com uma tarifa mínima de 10% em abril de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, em agosto, uma sobretaxa de 40% sobre boa parte dos produtos brasileiros, incluindo a carne bovina. A medida, entretanto, foi anulada após uma conversa telefônica entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro. As exportações do produto do Brasil para os Estados Unidos avançaram 18,3% no acumulado do ano.
Para a China, as levas de carne bovina tiveram alta de 22,8%, e o aumento para o Chile foi de 29,8%. Porém, os maiores destaques de crescimento foram para a Argélia, com 292,6%, o Egito, com 222,5%, os Emirados Árabes Unidos, com 176,1%, e a União Europeia, com 132,8%.
Somadas todas as categorias de carne bovina — in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas —, o Brasil embarcou o produto para mais de 170 países. “Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida. Conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional”, afirmou o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, em comunicado oficial.