O petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, opera com alta de 1% nesta segunda-feira, 5, sem o susto que parte do mercado previa após os desdobramentos na Venezuela. Mas a Petrobras opera em baixa ao redor de 1%.
Para os economistas ouvidos pelo programa Mercado Veja+, o movimento moderado era esperado. André Galhardo, economista-chefe na Análise Econômica, destaca que a Venezuela produz apenas 700 mil barris por dia, cerca de 1% da oferta global, o que limita impactos imediatos nos preços. Na avaliação do economista, contra a Petrobras pesa mais a expectativa de um possível corte nos preços da gasolina no Brasil, o que poderia reduzir receitas da estatal, além de fatores fiscais e domésticos já no radar do investidor.
Para Rodrigo Marques (Nest Asset Managment) ainda é cedo para uma avaliação — que só deve vir a médio e longo prazo dependendo dos investimentos que os EUA farão na Venezuela. O economista aposta que a Petrobras pode se beneficiar porque tem expertise em perfuração de poços profundos, a exemplo do pré-sal.