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Ditadura produziu mais de 140 relatórios citando o superministro de Lula

Os serviços de inteligência do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) produziram mais de 140 relatórios citando o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, durante o regime militar. Ele era considerado um pelos órgãos de repressão como ‘elemento subversivo’.

Reportagem de VEJA desta semana mostra que Sidônio hoje é um ‘superministro’ de Lula.

Na juventude, Sidônio participou de várias manifestações em favor da legalização do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), das eleições diretas, de protestos e greves contra a crise econômica e a interferência dos EUA na América Latina.

Segundo os relatórios, também atuou em ações em favor da derrubada do governo do general João Figueiredo.

Um informe do SNI de junho de 1983, por exemplo, descreve uma assembleia dos funcionários da Universidade Federal da Bahia. Sidônio, então presidente da União dos Estudantes do Estado e aluno de engenharia, foi convidado a discursar. De acordo com os arapongas, ele teceu críticas ao governo federal e disse que o Brasil estava sendo governado pelos americanos e pelo Fundo Monetário Internacional.

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No ano seguinte, o SNI difundiu um relatório enviado pelo Centro de Informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia sobre uma assembleia da juventude do PMDB. Sidônio é citado como um defensor do fim do regime militar. No encontro, também foi proposta uma moção de repúdio aos Estados Unidos, “pela tentativa de desestabilizar a situação política da Nicarágua”.

Relatório de informação do SNI em julho de 1984 destacou a participação de Sidônio numa “manifestação hostil” ao presidente João Figueiredo, em Salvador (BA), onde o general foi inaugurar as obras de uma represa. A polícia efetuou seis prisões durante as manifestações. O futuro ministro estava no grupo de ativistas que “insuflavam a massa nas hostilidades à comitiva presidencial”.

Os agentes da ditadura enxergavam conspirações contra o regime em todos os cantos. Em outubro de 1983, o SNI produziu um informe sobre “Tentativa de Infiltração Comunista no Sindicato de Condutores de Veículos Rodoviários de Salvador”. O documento descrevia “elementos” do PCdoB que estavam atuando para “tumultuar as eleições”. Sidônio era um deles.

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