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De George Orwell a Margaret Atwood: 5 autores que previram o presente

Muitas vezes, a ficção científica e distópica seduz o leitor com futuros tão extremos que parecem inalcançáveis, chegando ao absurdo. Alguns autores, no entanto, mostraram-se quase proféticos, ao extrapolar tendências de seu tempo que décadas depois se tornariam realidade. A coluna GENTE selecionou cinco escritores que “previram” o futuro ao abordar temas hoje centrais no debate público, como vigilância em massa, crise climática e o controle dos corpos sob regimes autoritários.

Aldous Huxley (1894-1963). Em Admirável Mundo Novo (1932), Huxley imaginou uma sociedade controlada pelo prazer, pela distração constante e pelo consumo. A visão dialoga com o presente marcado pela hiperestimulação das redes sociais, pela troca do pensamento crítico por uma satisfação imediata e pelo uso de algoritmos para moldar comportamentos.

George Orwell (1903-1950). Em 1984 (1949), a distopia sobre um Estado totalitário que controla informação, comportamento e até o pensamento ficou famosa por adiantar temas como vigilância governamental e manipulação de narrativas — questões que estão no centro do debate sobre privacidade digital hoje em dia.

Ignácio Loyola Brandão (89 anos). Em Não Verás País Nenhum (1981), o autor brasileiro projetou um país assolado por crises hídricas, calor extremo e fome. O que soava exagerado na época se aproxima cada vez mais de temas que dominam o noticiário, antecipando discussões sobre colapso ambiental e desigualdade social.

William Gibson (77 anos). No clássico da ficção científica Neuromancer (1984), o escritor cunhou o conceito de “ciberespaço”, visão que inspirou a ideia moderna de metaverso: ambientes digitais imersivos explorados hoje por grandes empresas de tecnologia.

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Margaret Atwood (86 anos). Em O Conto da Aia (1985), Atwood apresentou um regime teocrático surgido após crises ambientais e queda da natalidade, que utiliza vigilância, tecnologia e fundamentalismo religioso para controlar corpos, sobretudo os das mulheres. O futurismo da obra está menos em avanços tecnológicos e mais no alerta sobre o retrocesso de direitos civis, questões atuais em diversos países.

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