O movimento de valorização da gestão de pessoas nas instituições financeiras se traduz na formalização de regras internas de carreira, avaliação e reconhecimento. Segundo Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, o foco deixou de ser posicionamento institucional e passou a responder a exigências do próprio ambiente de negócios. “O mercado financeiro aprendeu que cultura não é discurso, é método. Em ciclos mais duros, quem tem time alinhado, motivado e com clareza de propósito entrega melhor, erra menos e sustenta resultado ao longo do tempo”, afirma.
Fundada em 2015 em Goiânia (GO) a Audax Capital administra 450 milhões de reais em ativos sob gestão, ao longo de cerca de dez anos, originou mais de 6 bilhões de reais em operações de crédito. Em 2024, a empresa registrou crescimento de 139% e encerra 2025 com 1,7 bilhão de reais em volume de operações, alta de 105%.
O executivo também afirma que iniciativas de valorização profissional têm impacto direto sobre esses resultados operacionais. “Existe a percepção equivocada de que iniciativas de valorização são supérfluas. O que vemos na prática é o oposto. Quando o profissional se sente respeitado, vê meritocracia real e enxerga futuro na empresa, ele permanece, entrega mais e contribui para decisões melhores”, diz. Por isso, o crescimento interno é uma prioridade real dentro da empresa, segundo ele.
O modelo inclui remuneração variável com mais de 920 milhões de reais distribuídos em participação nos lucros em 2025, bônus por metas, plano de carreira estruturado e políticas de capacitação contínua para um quadro de 130 colaboradores, além de iniciativas de saúde e bem-estar.
Nesse contexto, certificações externas passaram a ser usadas como validação de processos internos mais estruturados. A Audax Capital obteve nota máxima no Great Place to Work em 2025, uma certificação ainda pouco frequente no setor financeiro. Para Da Matta, os efeitos aparecem na operação. “A retenção é resultado direto de um modelo que combina reconhecimento, oportunidade real de crescimento, proximidade com a liderança e clareza de expectativas”, diz o executivo.