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Cuba diz que 32 militares foram mortos no ataque dos EUA à Venezuela

O governo de Cuba informou nesta segunda-feira, 5, que 32 militares cubanos morreram nos ataques das Forças Armadas americanas contra a Venezuela no último sábado, que levaram à captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Quase 48 horas após os ataques, que incluíram bombardeios a Caracas, este é o único balanço oficial de mortos conhecido.

“Como resultado do ataque criminoso perpetrado pelo governo dos Estados Unidos contra a irmã República Bolivariana da Venezuela, perderam a vida em ações combativas 32 cubanos, que cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de órgãos homólogos do país sul-americano”, afirmou o governo, segundo o veículo oficial Cubadebate.

“Fiéis às suas responsabilidades com a segurança e a defesa, nossos compatriotas cumpriram de forma digna e heroica o seu dever e tombaram, após firme resistência, em combate direto contra os atacantes ou em consequência dos bombardeios às instalações”, completou a nota.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto devido às baixas.

Segundo relatórios diversos, há mais de 20 mil cubanos na Venezuela, que os Estados Unidos dizem ser militares. Havana, contudo, afirma que muitos deles são médicos e enfermeiros, parte do sistema cubano de assistência e “diplomacia médica”.

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“A sangue frio”

Anteriormente, o ministro da Defesa da Venezuela, o general Vladimir Padrino López, havia informado que a maioria dos guarda-costas que protegiam Maduro foi “assassinada a sangue frio” pelos militares americanos que capturaram Maduro e Cilia, que devem comparecer nesta segunda-feira à primeira audiência em Nova York para responder a acusações de “narcoterrorismo”.

“A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita de forma contundente o covarde sequestro do cidadão Nicolás Maduro Moros, presidente constitucional da República, nosso comandante em chefe, e de sua esposa (…), depois de que grande parte de sua equipe de segurança — soldados, soldadas e cidadãos inocentes — foi assassinada a sangue frio”, disse Padrino em declaração transmitida por todas as emissoras de televisão e rádio do país.

Ele, porém, não deu números de mortos ou feridos. Além da operação de captura, os Estados Unidos lançaram bombardeios contra instalações militares e governamentais venezuelanas em Caracas e outros três estados do país.

Por ora, a estimativa vem de meios de comunicação locais, como o jornal Tal Cual, de Caracas, que relatou no sábado ao menos 25 mortes, sendo 15 delas atribuídas ao Batalhão de Segurança Presidencial nº 6, unidade que protege o presidente e sua família. O jornal americano The New York Times, por sua vez, afirmou que o número de vítimas chegaria a 80, citando autoridades venezuelanas que pediram anonimato.

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