Com mais de quatro milhões de seguidores, o historiador e jornalista Thiago Gomide, 40 anos, transforma história em entretenimento ao contar fatos curiosos, causos pitorescos e a trajetória de personagens ilustres e anônimos por meio do perfil no Instagram Tá Na História. Ele lançou recentemente o livro Tá na História Brasil (Globo Livros) e participou de uma mesa de debate na ExpoLivro 2025, que acontece entre os dias 25 e 29 de agosto, no campus da PUC-Rio, na Gávea. No bate-papo, Thiago criticou o atual estereótipo de influenciador e ressaltou a importância de um trabalho com uma equipe diversa, além de bases teóricas nos conteúdos.
“Já me incomodei quando me chamavam de influenciador. Muitas pessoas se expõem de uma forma, inclusive tem um nicho que traduzo como ‘vida’, que tudo o que acontece tem que mostrar, um pouco de Virginia Fonseca (risos). E dá pena, não tem outra palavra. O influenciador é isso, é um termo gasto. Você ser tratado como influenciador é um demérito. Mas não dá para enfrentar uma maré gigantesca. O jeito é institucionalizar, entender que você é um projeto. (…) É preciso conversar com outras bolhas e como fazer isso? Tendo uma equipe multidisciplinar. O chefe de pesquisa nosso é historiador e pai de santo, e acho isso incrível, porque na reunião de pauta, temos também o Bruno, que é pastor em Campo Grande (zona oeste do Rio). Nosso estagiário é o Madrugada RJ, mora no subúrbio de Nova Iguaçu e sai com uma bicicleta pelos lugares mais inseguros do Rio e de São Paulo, de madrugada, por isso o nome… É uma diversidade que prezo”.