A morte de Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais de imigração em Minneapolis, intensificou protestos contra a política de fiscalização migratória dos Estados Unidos e ampliou o confronto político entre governos estaduais e federal. Neste domingo, 25, cerca de mil pessoas se reuniram no centro de Minneapolis para exigir justiça e investigação independente sobre a ação que matou Pretti e Renee Good, outra cidadã americana morta por um agente federal no início do mês.
O governador de Minnesota, Tim Walz, voltou a pedir a retirada dos agentes federais do estado. “Este é um ponto de inflexão, América”, afirmou. O presidente Donald Trump, por sua vez, reagiu pelas redes sociais e cobrou que Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, colaborem com o governo federal, defendendo a atuação dos agentes e afirmando que Pretti representou uma ameaça, embora vídeos divulgados por testemunhas mostrem o homem com um telefone na mão antes de ser baleado.
O caso também repercutiu em Washington. Senadores democratas afirmaram que tentarão bloquear um pacote de gastos que inclui cerca de US$ 10 bilhões para o ICE, cuja aprovação é necessária para evitar uma paralisação do governo ainda nesta semana. Republicanos, porém, sinalizam que pretendem avançar com o texto completo, mesmo sem apoio da oposição.
Questionado sobre as imagens que circulam nas redes sociais, o comandante da Patrulha da Fronteira, Greg Bovino, disse que os fatos precisam ser apurados por meio de investigação formal, ressaltando a necessidade de análise completa de vídeos, testemunhos e depoimentos.
Os protestos se espalharam para outras cidades. Em Chicago, manifestantes enfrentaram neve e temperaturas abaixo de zero para participar de atos contra o ICE. Em diferentes regiões do país, as mobilizações pedem transparência nas investigações e responsabilização dos agentes envolvidos.