Depois do sucesso de Rensga Hits!, criada para o Globoplay, a TV Globo decidiu levar o universo sertanejo para a televisão aberta e lançou Coração Acelerado, nova novela das 7. Mas engana-se quem pensa que a série do streaming estrelada por Alice Wegmann precisou “reaquecer” o gênero: segundo os próprios atores do folhetim de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, o sertanejo nunca saiu de moda.
Intérprete de Janete, mãe da protagonista Agrado (Isadora Cruz), Letícia Spiller acredita que o estilo continua mais forte do que nunca e destaca o fenômeno do feminejo. “Fico feliz de ver as mulheres ascendendo na música sertaneja, porque sempre foi um ambiente muito masculino”, celebra.
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Leandra Leal, que vive a vilã Zilá, ressalta a importância histórica do ritmo. “O sertanejo é um dos gêneros constituintes do Brasil. O que acontece é que ele tem várias ramificações, e algumas ficam mais em alta do que outras. Mas nunca saiu de moda”, afirma.
Já Daniel de Oliveira, intérprete de Alaorzinho, atribui a mudança ao avanço da internet. “Hoje é tudo muito mais aberto. Cada um encontra sua própria moda, seu próprio ritmo. As pessoas escutam de tudo, no mundo inteiro”, reflete.
Gabz, por sua vez, conecta a força do sertanejo à própria estrutura da sociedade. “Ele representa uma parte muito grande do Brasil. A gente precisa olhar para além da superfície: para a galera do campo, da roça, de Goiás, inclusive a urbana. É um universo vasto, que ainda está se construindo. O sertanejo pede esse olhar mais profundo”, observa a atriz, que interpreta a sonhadora Eduarda.