A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o governador de São Paulo adotou postura estratégia ao celebrar, em vídeo postado nas redes sociais, a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro. Tudo isso de olhos nas eleições de outubro deste ano.
Horas após Trump confirmar o ataque, Tarcísio buscou associar a imagem do petista ao venezuelano e destacou que o país vizinho vivia sob uma ditadura que “não cai da noite para o dia”.
“Custou a liberdade de inocentes, os direitos políticos de opositores, a prosperidade da Venezuela e do seu povo. E tudo isso só foi possível ao longo do tempo porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”, disse Tarcísio.
O entorno de Lula acredita que a postura reflete uma disposição do governador paulista de se manter como “um candidato standby” para o Palácio do Planalto em 2026 para poder ser pinçado para a corrida caso a postulação de Flávio Bolsonaro não vá adiante.
A posição não agrada apenas ao eleitorado conservador como também contempla o clã bolsonarista, que, neste momento, está abraçada à pré-candidatura de Flávio, mas que teria que migrar para outro nome caso o filho de Jair Bolsonaro se retirasse da disputa presidencial nos próximos meses.