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Com o clã em crise, Michelle cancela primeiro evento do PL Mulher de 2026

O PL Mulher, comandado por Michelle Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira, 21, o adiamento do primeiro evento da ala feminina do partido que aconteceria em Tocantins nos dias 6 e 7 de fevereiro.

Segundo comunicado divulgado pela legenda, o cancelamento se deu devido à “atual situação” de Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama, o que teria demandado a “readequação da agenda de compromissos previamente planejada”.

Ainda de acordo com a nota, uma nova data para a realização do evento será divulgada “oportunamente”. (Leia a íntegra abaixo)

À frente do PL Mulher desde o início de 2023, Michelle viajou o país durante o ano seguinte promovendo eventos que tinham como objetivo formar lideranças e impulsionar candidatas a prefeituras e a vereanças pelo PL. Em 2026, a expectativa de dirigentes da sigla é — ou ao menos era — a de que Michelle repetisse a dose, de forma ainda mais intensa, estimulando candidaturas femininas para cargos nos Legislativos estaduais e no Congresso Federal. A empreitada serviria não apenas para ampliar o número de eleitas pela legenda, mas também para abrir palanques para candidatos e aliados em diversos estados país a dentro.

Em dezembro, Michelle chegou a se afastar temporariamente do comando do PL Mulher, alegando “tensões” e “alterações na saúde”. O anúncio aconteceu na esteira de tensão que acontecera em um evento no Ceará, no qual a ex-primeira-dama criticou uma articulação do PL com Ciro Gomes (PSDB) no estado, e que estava sendo conduzida por lideranças como o deputado André Fernandes (PL-CE). O movimento de Michelle foi rechaçado publicamente por Flávio e Carlos Bolsonaro.

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Nova tensão com clã

O anúncio do adiamento do evento que seria o primeiro de 2026 do PL Mulher acontece em um novo momento de tensão entre Michelle e os filhos de Jair Bolsonaro.

Nas últimas semanas, a ex-primeira-dama buscou abrir um canal de comunicação com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), adotando um tom considerado mais moderado e pragmático do que aquele encabeçado por Flávio Bolsonaro (PL-SP) e aliados do núcleo bolsonarista. O movimento foi considerado um “passo” na pavimentação de uma possível chapa da ex-primeira-dama com Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A construção da aliança, no entanto, implicaria a implosão da candidatura de Flávio ao Planalto. Nesta semana, Moraes autorizou visita de Tarcísio ao ex-presidente na Papudinha e, com a autorização, pairavam expectativas ambíguas sobre o encontro. A primeira era a de que Bolsonaro anunciaria o embarque definitivo à candidatura de Tarcísio — rifando, assim, a corrida presidencial do primogênito. A segunda, era de que o ex-presidente pediria o apoio do governador de São Paulo à empreitada de Flávio. Segundo aliados, o que prevaleceu foi a segunda opção, o que, somado às insistentes investidas de Flávio para tentar colocá-lo — Tarcísio — como seu vice, teria levado o governador de São Paulo a adiar o encontro.

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