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Com IA, Trump cria cena em que ‘conquista’ Groenlândia e Canadá

O presidente Donald Trump publicou nas redes duas imagens geradas por IA nesta terça-feira, 20, que simulam cenas em que ele conquista o Canadá e a Groenlândia, a ilha dinamarquesa no Ártico que cobiça, além de mostrarem um mapa das Américas em que o território canadense e a Venezuela estão cobertos com a bandeira americana. A disseminação dessas imagens — sem qualquer alerta de que são falsas — veio horas antes do ocupante do Salão Oval se encontrar com líderes mundiais no Fórum Econômico Mundial em Davos, com os quais vive um impasse tenso após suas ameaças de tomar o controle da Groenlândia “de um jeito ou de outro”.

A primeira imagem divulgada pelo presidente é uma montagem baseada em uma fotografia de uma reunião real, que ele manteve em agosto, com líderes europeus (a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; o presidente francês, Emmanuel Macron; o chanceler alemão, Friedrich Merz; a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky; e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte). Mas a IA incluiu na fotografia um mapa das Américas no qual não apenas os Estados Unidos são cobertos pela bandeira americana, mas também o Canadá e a Venezuela.

A fotografia original foi tirada em 18 de agosto no Salão Oval. Os líderes europeus haviam viajado a Washington para apoiar o presidente ucraniano após uma cúpula entre Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca. Na imagem real, o mapa apresentado era da Ucrânia, não do continente americano.

Em seguida, veio outra imagem gerada por inteligência artificial, mostrando o presidente americano, ladeado pelo seu Secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo seu vice, J.D. Vance, hasteando uma bandeira americana em uma paisagem nevada com uma placa que diz “Groenlândia, Território dos Estados Unidos” e a data 2026.

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Em paralelo, Trump também compartilhou em suas redes capturas de tela de mensagens privadas que recebeu de Macron e de Rutte — avaliado por observadores como uma quebra de confiança.

Tensões em alta

No sábado, o presidente americano, que já vinha intensificando a retórica sobre a “necessidade de possuir” a Groenlândia, um território semiautônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, transformou as palavras em ações ao anunciar tarifas de 10% para países europeus que se opusessem às suas intenções.

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Foi quando a Europa, que tinha mandado na semana passada pequenos contingentes de soldados para a ilha ártica, começou a preparar uma resposta comercial. Lideranças da União Europeia terão uma reunião em Bruxelas nesta quinta-feira, 22, para discutir tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos.

O risco de escalada é alto. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou na segunda-feira, à margem do fórum em Davos, que “não seria uma ideia sábia” para a União Europeia retaliar e enfatizou que as declarações de Trump sobre a Groenlândia devem ser levadas a sério. Nesta terça, chamou as preocupações europeias com uma guerra comercial de “histeria”.

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