Em um projeto piloto, que tem como objetivo melhorar a acessibilidade no transporte público, o Metrô de Shenzhen, no sul da China, iniciou os testes de um “cão-guia robô” com inteligência artificial, para auxiliar passageiros com deficiência visual.
Imagens gravadas na terça-feira, 6 de janeiro, mostram o dispositivo robótico sobre rodas, chamado Xiaosuan (Pequeno Alho), navegando pelos corredores e plataformas das estações do metrô. O programa foi lançado em dezembro de 2024 no terminal de transportes de Huangmugang e está sendo apresentado como um passo rumo a um transporte urbano verdadeiramente sem barreiras.
O “cão-guia robô” utiliza tecnologia de direção autônoma em baixa velocidade combinada com uma rede neural voxel 3D multimodal. O sistema funde dados de câmeras de profundidade, LiDAR e sensores ultrassônicos para gerar um mapa tridimensional em tempo real do ambiente ao seu redor. Isso permite que o robô identifique obstáculos como degraus, pilares, pedestres e até mesmo paredes de vidro transparentes, antes de traçar uma rota segura.
“Segurança é o nosso princípio fundamental”, afirmou o Sr. Chen, representante da Care4HealthMed. “Se o ambiente se tornar complexo, o robô diminuirá a velocidade, irá parar e esperar. Se puder reajustar a rota com segurança, prosseguirá lentamente. Caso contrário, usará comandos de voz para orientar o usuário a pedir ajuda às pessoas próximas.”
Os passageiros também interagem com o “Alhinho” por comandos de voz. Ele pode guiar os usuários até locais importantes, como as saídas das estações, elevadores e plataformas, e também é capaz de seguir o piso tátil. Assim que a tarefa for concluída, o robô retorna autonomamente a uma estação de carregamento.
Além de Shenzhen, estão em andamento negociações com os sistemas de metrô de Guangzhou, Pequim, Ningbo e Suzhou. Também houve interesse para a instalação do serviço em aeroportos, como o Aeroporto Internacional de Shenzhen Bao’an, o Aeroporto Internacional de Pequim e o Aeroporto Internacional de Pequim Daxing. “Esperamos uma implementação mais ampla por volta do Festival da Primavera”, disse Chen.
Ele acrescentou que o investimento da China no bem-estar das pessoas com deficiência, combinado com os avanços em IA, pode levar a uma nova geração de ferramentas de mobilidade inclusivas. Enquanto cidades do mundo todo lidam com o envelhecimento da população e as dificuldades de acessibilidade, o projeto de Shenzhen oferece um caso prático para a tecnologia assistiva no transporte público, especialmente em meio à escassez global de cães-guia treinados e alternativas acessíveis.
Fonte: Viory