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Bolsonaro insiste em prisão domiciliar humanitária e aponta ‘vulnerabilidade permanente’

Os advogados de Jair Bolsonaro voltaram a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de “prisão domiciliar humanitária” por conta do quadro de saúde do ex-presidente. Em uma manifestação enviada à Corte na noite de terça-feira, 13, a banca de defesa disse que há uma “vulnerabilidade clínica permanente”, principalmente depois da queda ocorrida dentro da cela na semana passada.

Bolsonaro está preso em uma cela na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, chamada de Sala de Estado Maior. O local é bem diferente de uma carceragem comum: o ex-presidente tem um quarto privativo, com ar condicionado, um banheiro apenas para ele, armários, frigobar e televisão.

A defesa, no entanto, tem feito pedidos sucessivos alegando que a Sala não tem condições adequadas para garantir a saúde do ex-presidente — na semana passada, os advogados de Bolsonaro reclamaram do barulho do ar condicionado e afirmaram que ele prejudicava o sono do ex-presidente. A Polícia Federal, no entanto, disse que não tem condições de corrigir a questão sem uma reforma que atinja todo o prédio da corporação.

“O documento médico é claro ao consignar que o peticionário (Bolsonaro) apresenta vulnerabilidade clínica permanente, com risco concreto de quedas, confusão mental, episódios súbitos de descompensação cardiovascular, crises hipertensivas, eventos aspirativos, obstruções intestinais e traumatismos secundários, exigindo acompanhamento contínuo, vigilância clínica permanente e acesso imediato a atendimento hospitalar especializado”, diz trecho da petição desta terça.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando, em 22 de novembro, foi para o regime fechado, na Sala de Estado da PF, por ter tentado romper a tornozeleira eletrônica que usava. O ex-presidente admitiu que usou um ferro de solda para romper a caixa do equipamento — o que, somando a uma vigília organizada na frente da casa dele na mesma noite, foi interpretado pela Justiça como uma tentativa de fuga.

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Entre os dias de Natal e Ano Novo, Bolsonaro fez uma cirurgia para correção das hérnias inguinais, procedimento que foi autorizado por Moraes após laudo dos médicos da PF afirmarem que, embora eletiva, a cirurgia tinha que ser feita “o mais breve possível”. Já no hospital, o ex-presidente fez o bloqueio dos nervos frênicos, para acabar com as crises de soluço.

Dias depois de voltar à cela da PF, ele sofreu uma queda. Os médicos da PF o avaliaram e não viram necessidade de Bolsonaro ir ao hospital, mas os médicos particulares dele insistiram em submetê-lo a exames na região da cabeça. Não foi constatada nenhuma fratura e nem sangramento intracraniano e o ex-presidente voltou para a prisão.

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