counter Ataques russos agravam ‘significativamente’ a situação energética da Ucrânia, alerta operadora – Forsething

Ataques russos agravam ‘significativamente’ a situação energética da Ucrânia, alerta operadora

A operadora de energia elétrica ucraniana afirmou nesta sexta-feira, 23, que a situação energética piorou “significativamente” no país após ataques russos. A Ukrenergo informou que instalações estão recebendo reparos emergenciais devido à ofensiva com drones e misseis, mas alertou que “o equipamento está operando no limite de sua capacidade” em uma sobrecarga “tremenda”. Na véspera, o ministro da Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, disse que o sistema elétrico enfrentou o seu dia mais difícil desde o grande apagão de 2022.

A Rússia tem intensificado bombardeios contra a infraestrutura energética da Ucrânia, fragilizada por quase quatro anos de guerra. As operações deixaram parte da população no escuro, sem aquecimento durante uma onda de frio com temperaturas abaixo de zero. Em entrevista à agência de notícias Reuters, Maxim Timchenko, CEO da principal empresa privada de energia da Ucrânia, a DTEK, advertiu que a situação estava “próxima de uma catástrofe humanitária” e que um futuro acordo de paz deveria incluir o fim desse tipo de ataque.

Na semana passada, a usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, palco do pior desastre nuclear civil da história, sofreu uma interrupção total no fornecimento de energia externa após uma salva de bombardeios da Rússia ao território ucraniano. O incidente ocorreu após a agência de vigilância nuclear da ONU ter alertado que o escudo protetor de Chernobyl não consegue mais conter o material radioativo devido aos danos causados ​​por um ataque de drones em fevereiro de 2025.

+ Por que Putin quer o Donbas? Entenda o maior entrave para encerrar a guerra na Ucrânia

Tratativas em Abu Dhabi

Em meio às tensões em alta, representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e da Rússia se reúnem em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, nesta sexta. Este será o primeiro encontro conjunto entre as nações, que até agora só haviam negociado em caráter bilateral, em um novo impulso para encerrar a guerra, iniciada em fevereiro de 2022.

A reunião trilateral foi anunciada após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, conversar com seu homólogo americano, Donald Trump, às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Em paralelo, o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu em Moscou o enviado americano Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.

A Rússia, que controla cerca de 20% do território ucraniano, exige a retirada completa das tropas ucranianas da região do Donbass, no leste do país. Exige também que Kiev se comprometa a não aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Outra reunião, dedicada a questões econômicas, também ocorrerá nesta sexta-feira em Abu Dhabi entre Witkoff e o enviado do Kremlin para assuntos econômicos internacionais, Kirill Dmitriev.

Publicidade

About admin