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Americanos vão às ruas em protesto à morte de mulher por agente do ICE em Minneapolis

Protestos e vigílias atingiram as ruas de Minneapolis, cidade de Minnesota, nesta quinta-feira, 8, um dia após a morte de uma mulher por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Renee Nicole Macklin Good, de 37 anos, foi foi baleada na cabeça durante uma ampla operação de fiscalização migratória que mobilizou centenas de funcionários federais na região.

Protestos relâmpago foram realizados ainda na noite de quarta-feira 7 em cidades ao redor dos EUA, com cartazes escritos “o povo demanda a saída do ICE e velas em homenagem a Macklin Good, definida pelo ex-marido como cristã devota que participou de viagens missionárias para jovens na Irlanda do Norte na juventude e mãe dedicada. As escolas públicas de Minneapolis cancelaram as aulas, os esportes e as atividades até sexta-feira, 9, “devido a preocupações com a segurança relacionadas aos incidentes ocorridos hoje na cidade”.

Mais manifestações foram convocadas para esta quinta-feira. O Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) na região do Triângulo, na Carolina do Norte, organizou um protesto em Durham, marcado para às 18h (20h em Brasília) na CCB Plaza. A sigla, segundo a imprensa local, também organizou outro protesto em Fayetteville, na Rua Hay, no mesmo horário.

Vários atos estão previstos em Nova York. Na quarta, uma multidão se reuniu na Foley Square e marchou até um importante prédio governamental que abriga escritórios de Segurança Interna. Também foram planejados protestos em Houston, Utah e San Diego.

+ Vídeo: agente do ICE mata mulher em operação em Minneapolis

Entenda o caso

Macklin Good, mãe de três filhos, dirigia por um bairro residencial ao sul do centro de Minneapolis, a apenas 1,6 km de onde George Floyd foi assassinado pelo policial Derek Chauvin em maio de 2020, quando foi morta. No vídeo, é possível ver que ela acelera quando agentes, de maneira agressiva, se aproximam do seu carro. Em seguida, um deles saca uma arma e dispara através da janela, que estava abaixada, na direção do rosto da mulher. Ao fundo, uma testemunha que gravou o momento, grita: “Meu Deus, que p*rra você acabou de fazer?”.

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Em resposta, o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) alegou que “tentou atropelá-los e os atingiu com seu veículo”, em um “ato de terrorismo doméstico”, o que teria levado o agente a agir em legítima defesa. O vídeo mostra, no entanto, o oposto: Maclin Good dirigia o SUV para o lado oposto ao do agente, sem que ele estivesse na mira.

 

Emily Heller, que afirmou que o incidente ocorreu perto de sua casa, disse à Rádio Pública de Minnesota que ouviu agentes do ICE gritaremà motorista: “Saia daqui”. Heller contou que “ela (a vítima) estava tentando dar a volta, e o agente do ICE estava na frente do carro dela, e ele sacou uma arma e a encostou bem no para-choque dela – tipo, a barriga dele estava no para-choque – e ele se inclinou sobre o capô do carro e atirou no rosto dela umas três ou quatro vezes”.

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A versão “absurda” do governo de Donald Trump foi recebida com indignação pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey.

“Eles já estão tentando distorcer isso, alegando ser um ato de legítima defesa. Tendo visto o vídeo, quero dizer a todos diretamente: isso é uma grande mentira”, disse o prefeito, enquanto criticava o envio de mais de 2.000 agentes federais para as cidades gêmeas de Minneapolis e St. Paul como parte de uma campanha de repressão à imigração.

“O que eles estão fazendo não é proporcionar segurança na América. O que eles estão fazendo é causar caos e desconfiança”, continuou Frey. “Eles estão destruindo famílias. Estão semeando o caos em nossas ruas e, neste caso, literalmente matando pessoas.”

 

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