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Além do Will: As outras instituições ligadas ao Master que foram liquidadas pelo BC

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A derrocada do Banco Master foi oficialmente selada em 18 de novembro, quando o Banco Central decretou sua liquidação, atingindo cerca de 800 mil investidores. Ao todo, 40,6 bilhões de reais deverão ser repassados aos credores com recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), em um dos maiores processos do tipo já registrados no país.

O episódio ganhou contornos ainda mais graves com o avanço das investigações da Polícia Federal, que deflagrou a Operação Compliance Zero para apurar um conjunto de irregularidades atribuídas à instituição. Entre os principais pontos estão a emissão de títulos de crédito considerados potencialmente fraudulentos e práticas que teriam inflado artificialmente os resultados financeiros do banco. No âmbito da operação, o controlador Daniel Vorcaro chegou a ser preso em novembro, sob acusações de fraude e gestão irregular, sendo posteriormente liberado com o uso de tornozeleira eletrônica.

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Antes da decisão final do Banco Central, houve tentativas de evitar o colapso da instituição. Uma proposta de aquisição apresentada pelo Banco de Brasília (BRB) foi barrada pelo regulador, que identificou riscos relevantes no modelo de negócios do Master. Já uma oferta do Grupo Fictor, anunciada às vésperas da liquidação, também não prosperou.

Outras instituições que também foram liquidadas

A crise se estendeu a outras empresas do grupo. O Banco Central decretou a liquidação do Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, além de impor o Regime Especial de Administração Temporária (RAET) ao Banco Master Múltiplo S/A. As instituições integravam o Conglomerado Master, classificado como de pequeno porte, segmento S3 da regulação prudencial, com participação de 0,57% dos ativos totais e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o BC, as medidas foram motivadas por uma grave crise de liquidez, deterioração relevante da situação econômico-financeira e violações às normas que regem o sistema financeiro.

As investigações também alcançaram a Reag Investimentos, cujos fundos passaram a ser considerados peça-chave no funcionamento do esquema investigado. A gestora é suspeita de ter viabilizado a criação de empresas de fachada para realizar operações de crédito com fundos sob sua administração. Esses veículos teriam sido usados para inflar o valor de ativos e pulverizar recursos, mascarando riscos e distorcendo balanços. A liquidação extrajudicial da Reag, decretada pelo Banco Central após a segunda fase da Operação Compliance Zero, é vista por investigadores como um efeito direto do caso Banco Master, ampliando o alcance e a gravidade do episódio.

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