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Alanis Guillen sobre relação com produtora: ‘Sem intenção de me esconder’

Destaque como Juma Marruá em Pantanal (2022) e após passagem discreta por Mania de Você (2024), Alanis Guillen, 27 anos, está de volta ao horário nobre da Globo em Três Graças. A atriz interpreta a jovem Lorena, que vive frequentes embates com o pai, Santiago Ferette (Murilo Benício), o grande vilão da trama de Aguinaldo Silva. Feminista e de hábitos sustentáveis, a personagem carrega traços que também fazem parte da própria Alanis, como ela contou à coluna GENTE. Na conversa, a atriz revisita sua trajetória na emissora, fala sobre a relação com a fama e a decisão de assumir publicamente o namoro com a produtora Giovanna Reis.

Você começou em Malhação, se destacou em Pantanal e agora volta em Três Graças. O que te leva a aceitar um papel? Primeiro, entender a história e ver se ela me cativa. Também observo quem está escrevendo, a direção, a equipe, e o momento da minha vida. É um conjunto de fatores, mas principalmente sentir que aquela história me chama.

Em Malhação, você viveu par romântico com Pedro Novaes, e agora como irmãos. Como está sendo essa experiência? A gente não esperava. Quando soubemos, achamos o máximo. Voltamos a trabalhar mais maduros. Ele, depois de Garota do Momento, que foi um grande sucesso. Nós começamos juntos em Malhação, muito novinhos. É bonito ver nos bastidores: um assistindo à cena do outro e percebendo o quanto amadurecemos e estamos construindo uma carreira tão bonita. Está sendo muito legal mesmo.

Fica mais fácil contracenar com alguém que você já conhece? Acho que sim. A confiança e a parceria somam muito. A gente tem mais liberdade para criar junto, experimentar e ir para lugares novos. Tudo flui com mais naturalidade.

Em Três Graças, Lorena tem conflitos com o pai e é vista como rebelde. O que você leva de você para ela? A Lore me busca nesse lugar de valores muito firmes, de acreditar neles a ponto de questionar e enfrentar o que for preciso. Ela tem essa coragem e também está construindo seus ideais, porque é muito nova, assim como eu. Existe esse frescor de uma juventude atenta e questionadora. Esse caminho entre nós é interessante.

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Você é questionadora? Muito. Sou observadora e, por mais que pareça que sou quietinha, sei o momento de me manifestar. Acho que, quando a gente tem essa liberdade dentro de casa, também se sente livre para testar a braveza, as ideias, os questionamentos.

Falando de Pantanal: interpretar a Juma em um remake desse tamanho deve ter dado um frio na barriga. O que você aprendeu ali? Profissionalmente, foi enorme: construir uma protagonista daquele tamanho, viver aquela rotina intensa… A relação com a natureza, com artistas tão grandes, com aquela equipe gigante. Foi aprendizado para todos os lados. Emocionalmente também: foi uma jornada imersiva dentro de mim, para habitar a personagem. Um encontro com o meu “bicho interno”, com o instinto. E, para fora, lidar com aquela natureza feroz, com os bichos… Era um desafio por dia.

E a fama que veio junto? Como foi lidar com essa exposição? O mais legal de Pantanal foi ter um público que viveu tudo junto: vibrou, chorou, gritou, riu. Sobre a fama, existe essa delicadeza de entender como ocupar esse espaço, ter uma voz que ecoa mais forte. Mas o público sempre foi muito generoso comigo. Fui aprendendo. E estou aprendendo. Acho que é algo para a vida inteira.

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Como você lida com os holofotes hoje? Vou dia após dia. Cuido do que falo, de como me expresso, mas sempre com verdade e sendo fiel a mim e aos meus valores. O público sempre foi generoso, e mesmo nos sites de fofoca nunca tive grandes questões. Prefiro estar trabalhando, que o público me conheça pelos meus trabalhos. Minha vida pessoal está aqui, tranquila. Lido de forma leve.

Você é bastante discreta na vida pessoal. Recentemente, tornou pública sua relação. Como tem sido viver de forma mais aberta? Nunca tive intenção de me esconder. Prefiro manter minha discrição, mas sem deixar de viver minha vida, meus amores, meu dia a dia. Sou uma pessoa que transita pelas ruas, pelo mundo, e quero continuar assim. Não encaro como algo enorme. Lido com calma, com verdade.

A Lorena parece ser mais explosiva. O que ela revela da Alanis que outros personagens não mostraram? Acho que esse ímpeto. Ela tem coragem de bancar o que tiver que bancar, de ser quem é. Eu tenho isso também. Se preciso peitar a vida, eu peito. Sem medo de ser quem sou, de trilhar meu caminho, de falar o que preciso falar. Essa força de expressão da Lorena conversa muito comigo.

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Você sempre quis ser atriz? Descobri na adolescência, no teatro. Eu fazia comerciais desde pequena e gostava, mas era uma relação menos consciente. No teatro, me encantei pelo ofício. Ali falei: “Quero viver disso”. Não só de atuar, mas de estar nesse universo das artes. Sou apaixonada pelo teatro, pela coxia. Foi ali que firmei: quero ser atriz.

Seu nome foi inspirado na Alanis Morissette? Meu pai é músico. Eu nasci em 1998, no auge da Alanis. O irmão do meu pai trouxe um CD dela dos Estados Unidos. Minha mãe, grávida, olhou a capa e disse: “Vai ser Alanis.” Meu pai já ouvia também, colocava para minha mãe escutar. Nasci literalmente no meio da arte.

Você gosta dela? Gosto, apesar de não ouvir tanto quanto deveria. 

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Qual é o próximo desafio que você quer? Estou vivendo muito o agora, mas sempre projeta alguma coisa. Pretendo voltar ao teatro no ano que vem e dividir a vida entre teatro e set. Grandes personagens sempre me encantam.

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