O Bola Quadrada, programa de análise esportiva de VEJA, colocou o Flamengo no centro do debate ao analisar a opção do clube por disputar o Campeonato Carioca com a equipe sub-20. Para Amauri Segalla e Fábio Altman, a estratégia expôs limites esportivos e provocou críticas sobre arrogância e esvaziamento dos campeonatos estaduais (este texto é um resumo do vídeo acima).
A apresentadora Fernanda Arantes classificou como um “vexame” a campanha inicial do Flamengo, marcada por empates e derrotas, e Altman avaliou que o clube superestimou a capacidade do elenco jovem de sustentar o torneio. Segundo ele, a decisão de recorrer novamente aos titulares, a partir do jogo contra o Vasco, evidencia que o planejamento falhou.
Há risco real para o Flamengo no Carioca?
Apesar do desempenho ruim, os comentaristas afastaram a possibilidade de consequências esportivas graves. Para Segalla, mesmo um cenário extremo como o rebaixamento estadual não teria impacto prático. “Ninguém vai lembrar”, afirmou, ao argumentar que os estaduais perderam relevância a ponto de não afetar o peso institucional do clube.
Altman reforçou a avaliação e afirmou que o Flamengo não corre risco real de queda. Para ele, a campanha irregular expõe mais um problema simbólico do que competitivo, já que o clube tem estrutura suficiente para corrigir o rumo assim que escalar o time principal.
O estadual virou apenas preparação?
Altman contextualizou a decisão rubro-negra dentro do calendário atual. Segundo ele, o acúmulo de competições — Campeonato Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e torneios de base — empurra os clubes a tratar os estaduais como período de preparação física e tática.
Convidado do programa, o ex-ponta esquerda do São Paulo Zé Sérgio lembrou que, em sua época, os campeonatos regionais tinham peso central na temporada. O Paulista, segundo ele, era mais importante que o Brasileiro, cenário que só mudou com a valorização da Libertadores e a criação de vagas vinculadas ao campeonato nacional.
O que fica do debate
Ao final do bloco, o Bola Quadrada concluiu que o Flamengo é hoje o maior exemplo da nova lógica dos estaduais: torneios tratados como laboratório, mesmo à custa de desgaste de imagem. Para Segalla, Altman e Zé Sérgio, a discussão vai além do resultado em campo e toca diretamente no futuro dessas competições no futebol brasileiro.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Bola Quadrada (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.