Após o sucesso e reconhecimento internacional de Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025) no circuito de premiações, o cinema brasileiro chega a 2026 com uma nova safra de filmes que devem movimentar as salas de cinema e os principais festivais ao longo do ano. A coluna GENTE selecionou alguns longas, incluindo dramas impactantes e comédias.
Vicentina Pede Desculpas. Produzido pela Filmes de Plástico e dirigido por Gabriel Martins, o filme traz Rejane Faria no papel de Vicentina, uma mulher de 75 anos que, após a morte do filho. um motorista de ônibus, em um acidente, decide procurar as famílias das vítimas para pedir perdão.
Muito Prazer. Dirigido por Jorge Furtado, o longa acompanha Rubem (Daniel de Oliveira), que herda de um tio um motel tão antigo que ele acreditava estar abandonado. Ao chegar ao local, descobre que Grace (Luisa Arraes), ex-funcionária, ainda vive ali. Decididos a reabrir o negócio, os dois percebem que o Motel Pérola já não tem o prestígio de antes e, para sair do prejuízo, Nalva (Samantha Jones) propõe um plano inusitado: vender vídeos gravados por câmeras escondidas nos quartos. Quando a fraude vem à tona, o trio precisa provar que o material é falso, dando início a novas e inesperadas filmagens para escapar da prisão.
Se Eu Fosse Vivo… Viva. Escrito e dirigido por André Novais Oliveira, o filme é ambientado entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais e narra a história de Gilberto e Jacira, um casal que atravessa cinco décadas de vida em comum. Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor. O longa marca a estreia da lendária escritora Conceição Evaristo no cinema, em atuação ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor. A produção integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontece de 12 a 22 de fevereiro.
Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha. Produzido pelas cearenses Delírio Filmes e Moçambique Audiovisual, o longa se constrói como um road movie do inconsciente, uma travessia sensorial guiada pela imaginação como forma de cura. Estreia da cineasta Janaína Marques, o filme também foi selecionado para o Festival de Berlim 2026.
Isabel. Mais uma obra brasileira a seguir para Berlim. O filme de Gabe Klinger, com produção de Rodrigo Teixeira, traz Marina Person como a personagem-título, uma sommelière no cenário de alta gastronomia de São Paulo que sonha em escapar do seu chefe controlador e montar seu próprio bar de vinhos. O roteiro, parceria entre Klinger e Person, mistura experiências pessoais da própria atriz com histórias de mulheres reais dentro da cultura de vinhos artesanais brasileiros.
Yellow Cake. Ambientado em Picuí, no sertão da Paraíba, a produção acompanha um grupo de cientistas que tenta combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, por meio de um experimento sigiloso que dá nome ao projeto. A iniciativa utiliza urânio extraído na região para esterilizar os insetos e frear a propagação da doença. A física nuclear Rúbia Ribeiro (Rejane Faria) integra a equipe. Tânia Maria, de O Agente Secreto, também está no elenco.
Precisamos Falar. Dirigido por Rebeca Diniz e Pedro Waddington, o filme é baseado no best-seller O Jantar e acompanha dois adolescentes envolvidos em um caso de homicídio. Seus pais, embora não identificados pelas câmeras, os reconhecem e enfrentam dilemas éticos que desencadeiam o drama. O longa é estrelado por Alexandre Nero e Marjorie Estiano.
Geni e o Zepelim. Inspirado na canção de Chico Buarque, o longa com direção de Anna Muylaert narra a história de Geni (Ayla Gabriela), uma travesti que se prostitui e alvo constante de preconceito e humilhação onde vive. O longa também conta com Seu Jorge no papel do Comandante que vira o jogo.