Com olhos pintados com sombras escuras na parte inferior, mandíbula marcada e lábios avermelhados, Jenna Ortega chamou atenção no premiére da segunda temporada de Wandinha pelo seu aspecto “cansado”. A maneira excêntrica de se maquiar trata-se de uma nova tendência da geração Z, que opta por acentuar as olheiras e expressão de apatia do que trazer um visual natural e saudável.
Há um tempo que a moda tem se tornado a queridinha dos hollywoodianos: Lily-Rose Depp, Billie Eilish e Gabbriette são alguns dos rostos que crescem e aparecem com a expressão de “tristeza” no rosto. No entanto, embora seja forte no exterior, a tendência ainda tem pouca aderência no Brasil. Segundo o maquiador Rodrigo Ramas, 30 anos, o estilo que surgiu em passarelas e editoriais internacionais, não costuma ser pedido pelas suas clientes. “Aqui a maquiagem é usada para valorizar a beleza, esconder olheiras e transmitir saúde, enquanto essa estética faz o contrário: evidencia cansaço e imperfeições”, diz à coluna GENTE. Entre suas clientes, nomes como Adriane Galisteu e Bruna Marquezine.
Os ares tropicais do Brasil divergem com a tendência que não valoriza a estética bronzeada do país. Ramas afirma que a maquiagem “cansada” tem caráter artístico e de contracultura, propondo imperfeição como linguagem estética: para fazê-la, usa-se pouco corretiva, sombras escuras para realçar olheiras e blush em posições não convencionais. Essa técnica, contudo, pouco agrada as brasileiras. “O público-alvo é restrito a fashionistas que seguem tendências globais à risca. Já a mulher brasileira busca um visual jovem, bronzeado e descansado, o que torna essa tendência pouco compatível com a nossa cultura de beleza”, completa.