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A reação do filho de Nicolás Maduro à prisão dos pais

Nicolás Maduro Guerra, filho do venezuelano Nicolás Maduro, reagiu com fúria após seu pai ser deposto por uma operação militar americana com bombardeios a Caracas que levou à captura do ditador e de sua esposa, Cilia Flores. Em uma mensagem de áudio divulgada nas redes sociais no domingo 4, ele atestou que “não vão nos ver fracos”, convocou a população às ruas para resistir aos Estados Unidos e afirmou ainda que “a história dirá quem são os traidores”, sugerindo que o pai teria sido entregue por aliados.

“A história dirá quem foram os traidores, a história revelará. Veremos”, disse ele, insinuando uma conspiração dentro do chavismo. Seus assessores confirmaram a autenticidade da gravação ao jornal venezuelano El Cooperante.

Maduro Guerra, 35 anos, deputado na Assembleia Nacional pelo estado de La Guaira e membro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que governa o país há duas décadas, garantiu que a sigla permanecerá unida apesar dos recentes acontecimentos. Ele também convocou seus apoiadores a participarem de protestos de rua e mobilizações nesta segunda-feira, 5, para fortalecer a nova liderança venezuelana — a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, deve tomar posse como presidente interina nesta tarde.

Além disso, falou da necessidade de “coordenação política e militar” para responder ao que descreveu como “agressão externa”. Segundo ele, o movimento chavista não permitirá divisões ou perda de moral enquanto seu pai estiver detido.

“Estamos bem, estamos calmos. Vocês nos verão nas ruas, ao lado dessas pessoas. Eles querem nos ver fracos; vamos erguer as bandeiras da dignidade. Isso nos machuca? Claro que nos machuca, claro que nos deixa com raiva, mas eles não vão conseguir, droga! Juro pela minha vida, pela minha mãe, pela Cilia: eles não vão conseguir”, disse ele na gravação de áudio.

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Maduro e Cilia estão detidos nos Estados Unidos desde sábado e devem comparecer perante um tribunal federal no Distrito Sul de Nova York nesta segunda às 12h locais (14h em Brasília). Eles enfrentam acusações relacionadas a “narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas”.

De acordo com Washington, as ações de sábado envolveram um “ataque em larga escala contra a Venezuela”, após o qual Maduro e a esposa foram capturados em Caracas em uma operação conjunta envolvendo agências de inteligência e forças policiais americanas. Ambos foram retirados de sua residência, levados para o navio de guerra USS Iwo Jima e, posteriormente, transportados de avião para os Estados Unidos. Eles chegaram a Nova York na tarde de sábado para enfrentar processos criminais nos tribunais americanos.

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