Nesta quinta-feira, 22 de janeiro, um assunto dominou o noticiário: as quatro indicações de O Agente Secreto ao Oscar 2026, incluindo melhor filme e melhor ator. Como resposta, a produtora Porta dos Fundos rapidamente publicou uma sátira do evento em seu canal de YouTube, sob o título capcioso de Wagner Moura Ingrato.
Em vez de criticar o astro do longa de Kleber Mendonça Filho, contudo, o vídeo caçoa dos militares e do legado da Ditadura Militar que comandou o Brasil entre 1964 e 1985 — apesar de não tratar diretamente do regime, afinal, o filme tece críticas contundentes aos círculos de poder da época. A paródia mostra Fábio Porchat como um general fardado indignado pelo fato de que Moura jamais agradece os membros do exército brasileiro publicamente. “Todo artista brasileiro precisa agradecer a gente. Se não fosse meu avô torturando e matando subversivo, o Brasil não tinha Oscar”, diz o personagem, exigindo gratidão também de Caetano Veloso: “Se o vento estivesse a favor, Caetano não tava caminhando, tava na rede tomando água de coco”.
O general revoltado da paródia ainda cita ou referencia trabalhos de Gilberto Gil, Selton Mello, Eduardo Coutinho, Elio Gaspari, Petra Costa, Fernando Meirelles, José Padilha e Fernanda Torres. Uma vez que o colega de cena vivido por Rafael Saraiva sugere que o Brasil entre em guerra com outro país para fomentar mais conteúdo, contudo, o general enfezado protesta que a “mamata” não pode acabar. Por fim, o vídeo faz piada sobre os editais brasileiros e a captação de recursos públicos por grandes nomes da música sertaneja.
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