Em alta nos Estados Unidos com a campanha para o Oscar, Wagner Moura foi questionado em um podcast americano sobre o ataque recente à Venezuela, e não mediu palavras para criticar a ação do governo Trump — surpreendendo ao disparar também contra Nicolás Maduro. “Acho que a Venezuela merece coisa melhor do que Maduro, mas os Estados Unidos invadir um país e bombardeá-lo, matando pessoas e sequestrando seu presidente, é um precedente muito, muito perigoso”, declarou ele ao programa do The Hollywood Reporter.
Moura frisou ainda que a situação o faz refletir sobre “antigos tempos de imperialismo”, e destacou que sua visão não reflete nenhum tipo de simpatia pelo ditador venezuelano. “Não se trata de apoiar Maduro e seu regime. Eu penso que ele é um ditador”, atestou sem meias palavras o astro brasileiro, que concorre ao Globo de Ouro de melhor ator neste domingo, 11, por O Agente Secreto.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, a trama protagonizada por Moura é ambientada no Recife, durante a ditadura militar. Apesar de não se debruçar sobre o regime em si, o clima de repressão está amplamente presente na trama. “Tenho certeza que vocês sabem que todas as ditaduras na América do Sul nos anos 60 e 70 — a que falamos em O Agente Secreto, por exemplo — foram todas apoiadas pela CIA nos Estados Unidos”, atestou o ator, relacionando o filme ao perigo da intervenção americana, e frisando que é preciso “condenar esse ataque como um ataque a um país soberano que tem seus problemas”.