Veja os principais pontos da entrevista ao programa Mercado:
• Concorrência com grandes produtores
Diferente das frutas tropicais, em que o Brasil tem vantagem clara, a Europa conta com grandes produtores de maçã, como França e Polônia.
• Abertura do mercado interno
Como o acordo prevê livre comércio, o Brasil não apenas poderá exportar mais, como também passará a receber produtos europeus. O mercado brasileiro, com cerca de 200 milhões de habitantes, é visto como destino estratégico para os excedentes da produção europeia.
• Janelas de produção
A janela de produção da maçã no Brasil ocorre entre fevereiro e abril. Os produtores precisam estar atentos para garantir que o produto nacional consiga competir de forma justa e chegar com qualidade ao consumidor diante da entrada de variedades estrangeiras.
• Ajustes e prazos
Embora a tarifa de 10% para a maçã brasileira entrar na Europa seja eliminada em até 10 anos, o setor encara o tratado com mais receio do que outros polos, devido aos desafios competitivos e à necessidade de aprovação nos parlamentos.
Ganho estrutural: o principal avanço para os produtores brasileiros é o alinhamento de competitividade com países como Peru e Colômbia, que já possuem acordos favoráveis. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas e tem a Europa como principal destino de exportação, o que facilita o acesso a um mercado de 450 milhões de consumidores.
Principais reduções (após aprovação do Parlamento Europeu e dos parlamentos dos países do Mercosul):
Maçã — a tarifa de 10% será eliminada em até 10 anos.
Uva — a tarifa de 11% será zerada assim que o acordo entrar em vigor
Limões e limas — a tarifa de 14% será zerada em até 7 anos