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A escalada das ações das petroleiras americanas após o ataque dos EUA à Venezuela

O noticiário internacional começa a segunda-feira focado no ataque americano à Venezuela, que retirou Nicolás Maduro do poder e determinou a interferência dos EUA na política do país. O objetivo foi declarado: acessar as reservas de petróleo venezuelanas.

O mercado financeiro escutou: as ações da Chevron, a companhia americana que ainda tinha autorização para operar no país durante o regime de Maduro, avançam mais de 7% no pré-mercado nesta segunda-feira. A ConocoPhillips também avança 7%, enquanto a Exxon Mobil ganha 4%.

Na abertura, durante a madrugada, o petróleo chegou a cair, em uma espécie de crença dos mercados financeiros de que mais produto fluirá da Venezuela para os EUA, como quer Trump. Nesta manhã, porém, as cotações já se estabilizaram.

A primeira explicação é um tanto óbvia: com necessidade de investimentos para ampliar a exploração, não será da noite para o dia que haverá aumento de oferta. Um segundo problema é que o óleo venezuelano é de difícil extração, o que exige investimentos pesados. Uma conta inicial feita por especialistas indica um investimento de US$ 10 bilhões por ano ao longo de uma década.

E com o barril em patamares relativamente baixos, a conta desse investimento pode não fechar. Nos últimos doze meses, os preços do brent acumulam queda de 20%.

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Ainda assim, o mercado financeiro abraçou o otimismo. Os futuros americanos operam em alta, mesma direção registrada nas bolsas europeias. Os riscos políticos associados à política internacional de Donald Trump parecem não entrar na conta, isso apesar das novas ameaças do presidente americano de tomar de assalto a Groenlândia e ainda atacar a Colômbia. O Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta segunda-feira para discutir a ação de Trump na Venezuela.

O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, opera perto da estabilidade. Já a Petrobras recua 0,50% no pré-mercado americano.

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