Pré-candidato ao governo do Rio, o prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), informou a correligionários que pretende deixar o cargo no dia 20 de março para se dedicar a campanha. O aviso foi feito nesta terça-feira, 13, em uma reunião do diretório estadual do PSD, segundo relatou à VEJA um membro do partido que participou do encontro.
O prazo para desiscompatibilização termina em 6 de abril de 2026, seis meses antes do primeiro turno, conforme prevê a legislação eleitoral. No lugar do prefeito, assume o vice, Eduardo Cavaliere, também do PSD.
Por enquanto, Eduardo Paes corre sozinho na disputa pelo Palácio Guanabara. O PL, partido do atual governador, Cláudio Castro, e as siglas da base do governo não definiram um nome para concorrer à sucessão em outubro. O cenário ficou indefinido após a prisão do deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União), que até então era o favorito para liderar a chapa da direita.
Bacellar está em liberdade com tornozeleira eletrônica. A prisão enterrou os planos políticos do presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio e, ao mesmo tempo, deflagrou novas articulações para decidir quem será o candidato.
Lideranças do PL avaliam que é preciso fechar um nome o quanto antes, seja ele do próprio partido ou de uma legenda aliada. O objetivo é tirar de Eduardo Paes a vantagem de ser o único pré-candidato apresentado ao eleitor.