O principal vilão dos preços no ano passado foi a energia elétrica residencial, que sozinha respondeu por 0,48 ponto percentual do IPCA, com alta acumulada de 12,31%. Nesta sexta-feira, o IBGE divulgou que inflação de dezembro foi de 0,33% e fechou o ano de 2025 em 4,26%
Na sequência da luz elétrica, o subitem que mais pesou no índice entre os 377 preços monitorados pelo IBGE, aparecem despesas típicas do dia a dia e difíceis de cortar. Cursos regulares tiveram impacto de 0,29 p.p., após subirem 6,54% no ano. Planos de saúde contribuíram com 0,26 p.p., com reajuste médio de 6,42%, refletindo custos médicos mais altos. Já o aluguel residencial adicionou 0,22 p.p. à inflação, com avanço de 6,06%, mantendo a pressão sobre o orçamento das famílias.
Também figuram entre os vilões os gastos fora de casa. O preço do lanche subiu 11,35% em 2025, com impacto de 0,21 p.p., sinalizando a persistência da inflação de serviços, impulsionada por custos de mão de obra e demanda ainda firme.
O agregado de serviços acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, enquanto os preços monitorados, como energia e tarifas públicas, avançaram de 4,66% para 5,28%. Já os alimentos, que aumentaram muito no começo de 2025 ficaram fora da lista de vilões do ano: subiram apenas 2,95%, bem abaixo dos 7,69% do ano anterior, ajudando a evitar uma inflação mais alta.