A morte de Manoel Carlos, no último sábado, 10, trouxe de volta à tona uma briga judicial entre as herdeiras do autor e a TV Globo. O embate ganhou novo fôlego após a emissora voltar a exibir algumas das obras mais emblemáticas do escritor, como Por Amor (1997) e Laços de Família (2000), além da exibição no serviço de streaming Globoplay.
Uma das ações foi movida em setembro do ano passado pela produtora Boa Palavra, comandada por Julia Almeida, filha de Maneco. No processo, ela questiona a falta de transparência no pagamento dos direitos autorais das novelas, alegando que a família não consegue ter clareza sobre os valores recebidos pela exploração das obras assinadas pelo pai.
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Maria Carolina, outra filha do autor, também já manifestou insatisfação. As herdeiras acreditam que Manoel Carlos não foi tratado de forma justa no fim da carreira, principalmente após a desempenho de Em Família (2014) abaixo do esperado. Em 2015, o escritor deixou a emissora.
Entre os episódios que aprofundaram o desgaste está o documentário Tributo, produzido pela Globo para celebrar a trajetória do autor sem a participação das filhas, que souberam do projeto por terceiros. Em resposta, a Boa Palavra lançou O Leblon de Manoel Carlos, reunindo depoimentos de nomes próximos à obra do escritor, como Taís Araujo e Vera Fischer.