Aliado de Bolsonaro, Fabio Schiochet (União-SC), presidente do Conselho de Ética da Câmara, aguarda o parecer da Corregedoria da Câmara para submeter ao órgão a análise dos 15 pedidos de punição a parlamentares que participaram do motim na Casa, após a prisão domiciliar do ex-presidente determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Os deputados ocuparam a mesa diretora da Câmara e impediram os trabalhos por dois dias. Após um acordo costurado pelo ex-presidente Arthur Lira, os congressistas pararam a rebelião. O fato trouxe muito desgaste para o presidente Hugo Motta, que se viu impedido até de sentar em sua cadeira para dar início a sessão que estava pautada.
Schiochet, que foi conduzido à presidência do Conselho de Ética por Motta, afirmou que discorda dessa postura de deputados da oposição. ‘A gente jamais poderia impedir a passagem do presidente da Câmara de impedir de tomar o assento dele, tomar o lugar dele. Obstrução física, isso tem vídeo gravado, dizendo que o presidente Hugo não poderia subir. A gente não pode impedir a passagem de nenhum parlamentar dentro do plenário, ainda mais de um presidente para iniciar os trabalhos. Entraram 15 deputados na Corregedoria, a gente vai ter que ver o relatório final da Corregedoria, mas eu sou contra obstrução física, não deixar o presidente da Câmara iniciar os trabalhos. Mas também sou contra a agressão da deputada Camila Jara contra o deputado Nikolas Ferreira. Vamos aguardar o relatório do Conselho para dar prosseguimento no Conselho de Ética’.
O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) tem até o fim de setembro para decidir sobre a punição, que vai desde a cassação até a suspensão cautelar do mandato dos parlamentares.