A corretora Monte Bravo Participações S.A, que tem a XP como sócia, divulgou um comunicado para esclarecer que não possui qualquer vínculo com a Monte Bravo Participações Ltda, citada na imprensa como envolvida na operação da Polícia Federal contra o crime organizado. Deflagrada nesta quinta-feira, 28, a operação, a maior já realizada, revela conexões entre o crime organizado e o mercado financeiro. A Reag, maior gestora independente do Brasil, é uma das empresas investigadas pela polícia.
Em nota, a corretora destacou que nenhuma de suas empresas foi alvo de mandados ou medidas das autoridades e reforçou que o uso do nome por terceiros não autorizados não tem relação com sua marca, devidamente registrada e consolidada no mercado financeiro. Reportagens citam entre as suspeitas investigadas pela operação, que uniu a Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público, uma empresa denominada Monte Bravo Participações Ltda. Segundo informações públicas, a Monte Bravo Participações Ltda foi fundada em São Paulo, em janeiro de 2024.
De mesmo nome, as empresas tem diferenças jurídicas. Enquanto a Monte Bravo Participações S.A., corretora do mercado financeiro, é uma sociedade anônima regida pela Lei das S.A., com capital dividido em ações e possibilidade de ter acionistas variados, a Monte Bravo Participações Ltda. é uma sociedade limitada, em que o capital é dividido em quotas e a responsabilidade dos sócios se restringe ao valor integralizado.
Vale destacar ainda que nenhuma das duas empresas tem qualquer conexão com a Rio Bravo Investimentos, gestora fundada por Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. Em 2021, a Rio Bravo chegou a tentar, na Justiça, impedir o uso do nome Monte Bravo, alegando risco de confusão entre investidores. À época, pedia que a corretora vinculada à XP mudasse de nome, episódio que ilustra a disputa em torno da semelhança de marcas, mas isso não ocorreu.