Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes entrou em campo na quarta-feira para evitar um novo atrito entre os poderes, a partir da votação da PEC da blindagem na Câmara.
O magistrado fez telefonemas para alertar Hugo Motta e líderes da Casa sobre a ilegalidade do texto que estava sendo discutido. “É um pacto diabólico”, chegou a dizer, segundo interlocutores.
A ideia de tirar o foro dos políticos do Supremo e conferir poderes aos mandatários para deliberar sobre investigações foi um dos pontos que alarmou Mendes e outros interlocutores do Judiciário.
Se Motta levasse o texto ao plenário, ele seria fatalmente judicializado e derrubado no STF, abrindo um novo ciclo de desgastes para as instituições em Brasília.
Essa briga só interessaria aos bolsonaristas mais radicais, tanto que o próprio PL decidiu tirar o pé do acelerador no debate.