A cada ano que passa, o Brasil lida com ondas de calor extremas. Mal começou 2026 e, no Rio de Janeiro, alguns termômetros registraram temperaturas acima de 40 graus, superando a média histórica. Outros estados como Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Rondônia passaram pelo mesmo problema. Com um mês quente sem precedentes, as pessoas devem ficar atentas aos riscos para a saúde. “Os sinais mais precoces de desidratação podem incluir olhos fundos e face abatida, boca seca e lábios rachados, além de sensação de cansaço e urina escura”, explicou a dermatologista Andréa Sampaio, à coluna GENTE.
Em dias de calor intenso, o corpo perde água rapidamente não só pelo suor, mas também pela respiração. Assim, Andréa explica que é necessário uma maior hidratação, principalmente para os que praticam esportes ao ar livre. “Quando o paciente já iniciou a hidratação oral e está em local fresco há mais de trinta minutos e ainda mantém os sintomas e evolui para perda da consciência ou confusão mental, a ajuda médica imediata passa a ser fundamental”, completa. Sintomas como cansaço, fadiga, tontura e dor de cabeça são os primeiros a aparecer.
Segundo a dermatologista, o risco aumenta quando há consumo de álcool. “A ingestão de bebidas alcoólicas contribui para a desidratação pois inibe o hormônio antidiurético. Dessa forma a perda de água através da urina fica mais intensa”, esclarece. A especialista ainda adverte: drinks alcoólicos mascaram sinais importantes de insolação e desidratação. “Além de contribuir na desidratação, pode alterar reflexos e a consciência, atrapalhando a autoavaliação e também o exame médico”, conclui.