As eleições de 2026 podem dobrar a bancada de ex-governadores no Senado a partir do ano que vem. Atualmente, a Casa conta com seis parlamentares que já chefiaram o Executivo estadual. Esse número pode chegar a doze caso todos os governadores que já manifestaram interesse em disputar uma vaga sejam eleitos em outubro.
O Senado vai renovar 54 das 81 vagas cadeiras – duas por Estado.
Uma eventual vitória dos governadores-candidatos turbinaria também a bancada de parlamentares bolsonaristas no Senado, já que a maior parte dos doze que pretendem disputar as vagas são aliados do ex-presidente.
Essa, aliás, é uma meta traçada por aliados de Jair Bolsonaro para as eleições deste ano, visando conquistar a maioria na Casa e, a partir disso, ditar os rumos de votações importantes, além de viabilizar o andamento de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Dentre os governadores bolsonaristas que devem se apresentar para a disputa está Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro. Até meados do ano passado, ele era considerado praticamente carta fora do baralho, tamanho o nível de reprovação de sua gestão. O cenário mudou em outubro do ano passado, após uma operação policial que deixou 122 mortos em duas favelas da capital. Desde então, Castro assumiu a dianteira nas pesquisas de intenção de votos e abriu 15 pontos de vantagem do segundo colocado. A Segurança Pública é uma pauta comum entre os bolsonaristas.
Outro aliado do ex-presidente que aparece como favorito nas pesquisas é Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal. Apesar do pouco carisma e dos problemas recentes com o Banco Master, o emedebista é favorito ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Além dele, há ainda outros quatro governadores aliados ao ex-presidente que devem disputar o Senado em outubro – Antonio Denarium (PP), de Roraima; Wilson Lima (União), do Amazonas; Mauro Mendes (União), do Mato Grosso; e Wanderlei Barbosa (Republicanos), do Tocantins.