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Galã de Stranger Things puxa leva de astros que atacam nas telas e nas paradas

Quando Steve Harrington surgiu em Stranger Things, o estereótipo do personagem já era manjado: popular e irritante, ele foi introduzido como o tipo atlético que manda e desmanda nos nerds e nos membros da banda do colégio. Na vida real, no entanto, Joe Keery passa longe desse perfil: aos 33 anos, o astro da série da Netflix fez de Steve uma das figuras mais queridas da trama. O sucesso impulsionou também sua faceta artística menos conhecida: viralizado no TikTok, o indie rock End of Beginning lidera as principais paradas do Spotify, colocando Keery — que na música assina como Djo (lê-se Joe) — à frente de Taylor Swift e Bruno Mars no streaming.

POP MELANCÓLICO - Reneé Rapp: cantora caiu no gosto do público com filme musical e série da HBO
POP MELANCÓLICO - Reneé Rapp: cantora caiu no gosto do público com filme musical e série da HBOJohn Nacion/Billboard/Getty Images

Em alta na música, e prestes a aterrissar no Brasil para o Lollapalooza, Keery é o exemplar mais recente de uma tradição cada vez mais popular: a dos artistas multifacetados que trilham o caminho das telas para os palcos. No próprio elenco de Stranger Things, Maya Hawke e Finn Wolfhard também se arriscam na música, aproveitando a visibilidade para explorar arranjos e melodias autorais. Fora dali, Reneé Rapp saltou do teatro musical para o audiovisual com tramas como Meninas Malvadas e a comédia da HBO A Vida Sexual das Universitárias, caindo posteriormente nos ouvidos do público com o pop melancólico de I Think I Like You Better When You’re Gone e Tummy Hurts.

A prática, claro, não é novidade: ao longo da história, a música e o cinema estabeleceram uma relação quase simbiótica, com astros navegando através dos dois mundos. Ainda na década de 1950, Elvis Presley aproveitou a fama na música para se jogar no cinema e fez mais de trinta filmes ao longo da vida. Nenhum deles, é verdade, tem o mesmo valor artístico da obra do rei do rock nos discos. Na história recente, Lady Gaga e Ariana Grande percorreram a mesma estrada de Elvis, indo de destaque nos palcos para as telas, com longas como Nasce Uma Estrela e Wicked. O caminho inverso não é raro, mas costuma não ter tanta aclamação, com exceção de nomes como Miley Cyrus e da própria Ariana Grande, que começaram como estrelas adolescentes em séries do Disney Channel e da Nickelodeon, mas se consolidaram de vez nos palcos.

COUNTRY - Jeff Bridges: astro de Hollywood vendeu mais de 345 000 discos
COUNTRY – Jeff Bridges: astro de Hollywood vendeu mais de 345 000 discosKevin Winter/Tonight Show/Getty Images
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Fora desse nicho, os trabalhos musicais de atores raramente ganham tanta visibilidade como seus filmes e séries. Exemplo disso é Jeff Bridges: ator prolífico, o astro de Hollywood soltou a voz no country com o autointitulado Jeff Bridges. Lançado em 2011, o disco vendeu 345 000 cópias e emplacou nas principais paradas americanas. O trabalho pegou carona no sucesso de Bridges na pele de um cantor country em decadência no longa Coração Louco, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator. Ele interpreta, sem dublagem, as músicas do personagem e empresta sua voz a várias canções incluídas na trilha sonora. A despeito do sucesso do álbum de 2011, a primeira coisa que vem à cabeça quando se pensa em Bridges ainda é o cinema.

No caso de Keery, é difícil saber o que vem pela frente: prestes a estrelar o thriller de ficção científica Alerta Apocalipse, ele trabalha em seu quarto álbum e comemora o sucesso musical. “Sou sortudo de ter feito Stranger Things, mas ver algo que escrevi ter esse impacto é uma experiência única”, declarou certa vez sobre o hit viral, provando que a dupla jornada na arte pode ser gratificante.

Publicado em VEJA de 23 de janeiro de 2026, edição nº 2979

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