Mais de 100 líderes religiosos foram presos nesta sexta-feira, 23, durante um protesto contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) no Aeroporto Internacional de Minneapolis-St. Paul. Segundo a emissora americana CBS News, o grupo apelava a companhias aéreas para que “se unissem aos cidadãos de Minnesota e exigissem que o ICE encerrasse imediatamente sua atuação em massa no estado”. Estima-se que 2.000 pessoas foram deportadas através do aeroporto, informou a CBS.
Os manifestantes “oraram juntos, cantaram músicas e hinos e compartilharam histórias de pessoas que foram sequestradas pelo ICE enquanto trabalhavam ou se deslocavam para o aeroporto”, de acordo com os organizadores. Entre eles, estava uma rede de sindicatos, organizações progressistas e membros do clero.
No Facebook, a organização Faith In Minnesota disse que “mesmo com temperaturas de -20 graus, em todas as origens e em todos os cantos do nosso estado, os habitantes de Minnesota sempre estarão presentes para proteger nosso povo”. Após as prisões, o porta-voz da Comissão de Aeroportos Metropolitanos, Jeff Lea, afirmou que os manifestantes foram presos por excederem os limites no protesto, o que poderia prejudicar as operações aéreas.
+ Trump orienta agentes do ICE a entrar sem mandado em casas de imigrantes, diz agência
Ao menos 3.000 agentes de imigração e da Patrulha da Fronteira já foram enviados ao estado, atingido por protestos anti-ICE que pedem justiça por Renee Nicole Good, de 37 anos, morta após ser baleada na cabeça durante uma blitz. O Pentágono também ordenou que 1.500 soldados da ativa no Alasca se preparem para serem despachados para o estado, segundo a agência de notícias Reuters.
As manifestações, no entanto, não perderam a força. Nesta sexta, Minnesota foi paralisado por uma greve que pretende promover um “apagão econômico” em protesto contra a presença do ICE. . Organizado por líderes comunitários, religiosos e sindicatos, o ato batizado “Dia da Verdade e da Liberdade” invita a população a faltar ao trabalho, além de fechar escolas e lojas, e comparecer às ruas para manifestações que se concentram na cidade de Minneapolis.
Dezenas de empresas em Minnesota anunciaram que aderiram a greve. O Conselho Municipal de Minneapolis apoiou o protesto e a paralisação, aderida pela AFL-CIO, federação estadual com mais de 1.000 sindicatos locais filiados, juntamente com dezenas de grupos trabalhistas locais. O ato vai culminar com uma marcha no centro de Mineápolis às 14h locais (16h em Brasília), sob temperaturas polares e sensação térmica de 20 graus negativos.