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Gripe aviária avança por 11 países da Europa com focos na França e Polônia

Uma nova onda de gripe aviária altamente patogênica acendeu o alerta sanitário na Europa neste início de 2026. Em apenas 14 dias, autoridades confirmaram 42 surtos do vírus H5N1 em granjas comerciais de onze países, um avanço considerado mais rápido e agressivo do que o registrado no mesmo período do ano passado.

O H5N1, variante do vírus da gripe que atinge principalmente aves, tem alta letalidade e exige medidas rígidas de biossegurança para conter a disseminação e evitar prejuízos à cadeia produtiva.

Polônia e França: os focos mais grave

A Polônia lidera o número de ocorrências nesta nova fase da doença. Apenas nas duas primeiras semanas do ano, dezessete granjas comerciais foram afetadas, com impacto estimado em 1,49 milhão de aves entre corte, postura e reprodução — um golpe relevante para um dos principais produtores e exportadores avícolas da Europa.

Na França, a situação preocupa ainda mais, pois o vírus foi detectado em lotes vacinados. Três criações de patos no oeste do país registraram contaminação apesar da vacinação obrigatória. Desde outubro, os franceses somam 112 focos, com cerca de 1,8 milhão de aves afetadas. Na terra da culinária, uma vasta onda epidêmica em 2022 já havia reduzido a produção da iguaria feita com fígado de patos, o foie gras, em 35%, levando a um boom de versões veganas do produto.

O avanço também se intensifica em países-chave da produção europeia. Na Alemanha, o estado da Baixa Saxônia concentra a maioria dos registros, enquanto a Holanda contabiliza novos casos em lotes de perus e galinhas poedeiras, elevando para 31 surtos o total da temporada.

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Perigo ao ecossistema

A disseminação da gripe aviária vai além das granjas comerciais. Dados de monitoramento indicam 145 surtos em aves silvestres, registrados em 12 países europeus apenas nas duas primeiras semanas de janeiro, mantendo ativo o principal vetor de transmissão do vírus.

Autoridades sanitárias também acompanham com atenção a identificação de novas variantes, como o H5N2 na Letônia e na Suécia, o H5N5 na Islândia e subtipos do H7 na Ilha da Madeira, uma região autônoma de Portugal. A diversificação genética do vírus amplia o mapa de risco e dificulta o controle epidemiológico.

Segundo a Comissão Europeia, 2025 já havia superado 2024 em número de surtos (729 contra 451). O ritmo observado neste início de 2026 indica que a pressão sanitária sobre o agronegócio europeu deve continuar ao longo do ano — e olha que o setor já tem sua cota de preocupações com o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que tem levado sindicatos do agro às ruas pelo temor da competição com mercadorias mais baratas.

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